José Gilmar, de Ponta Grossa: O preço do milho foi grafado erradamente. Na página de agribusiness de 18/7, a matéria com o título Milho Mantém Ritmo de Alta -, informa analista de mercado: R$ 15,50/saca em Paranaguá. O correto é R$ 12,50/saca e não R$ 15,50, por favor!. E o duro é que o jornal de vocês é muito lido e alguns agricultores me telefonaram reclamando ou perguntando se aquilo era verdade. Ainda bem que no dia seguinte saiu a correção. O jornal tem leitura fácil, muita inforação e os agricultores gostam.
Nota: Nosso pedido de desculpas ao leitor José Gilmar. Agradecemos a correção. O preço veio grafado errado de uma fonte e nós não percebemos. Assumimos a nossa falha. Gilmar é diretor da corretora Safra Sul, de Ponta Grossa (42) 222-7080), e tem clientes em outros Estados. Aproveitamos para agradecere outros leitores: Artur C. Bortolli, de Toledo; J.G.Cereais, de Cascavel; Lauri S. Silva, de Ivaiporã; J. Augusto Pizzariglio, de Maringá.
Marcelo Favarão, de Campina da Lagoa : Há alguns meses atrás, escrevi para essa coluna denunciando o roubo que algumas empresas efetuam no momento em que recebem cereais dos agricultores. Para quem não se lembra, algumas delas fazem o desconto da porcentagem da umidade da carga, antes de efetuar o desconto da impureza. Para se ter uma idéia, em uma carga de 15.000 kg de milho, com umidade de 27% e impureza de 2% - condições perfeitamente normais para milho safrinha -, o desvio é de aproximadamente 61,2 kilos, mais de uma saca, portanto.
À medida que aumenta a porcentagem da umidade e da impureza, esta diferença também é maior. Isto ocorre com a soja, trigo, cevada e todos os cereais.
Pode parecer pouco, mas esta diferença pertence ao agricultor, e quando se tira algo que não lhe pertence, isto tem nome. Um gerente de empresa me disse, que esta diferença era insignificante, e que o problema era o programa de computador que efetuava os cálculos do romaneio, e que para alterá-lo custaria muito caro. Problema dele, respondi.
O agricultor não tem que ser lesado por um erro de programação de computador.
Por que, então, muitas empresas e cooperativas não praticam esta irregularidade?
Na época, este assunto teve grande repercussão, sendo que a FAEP enviou correspondência ao sr. ministro da agricultura, pedindo providências. Mas até agora nada.
Porém, não devemos ficar de braços cruzados. O agricultor deve procurar saber se a empresa ou cooperativa que recebe sua safra, se utiliza destes meios. Caso isso aconteça, peça que seja mudado, e se ele não mudar, mude você de local de entrega.
Aqui, no sindicato de Campina da Lagoa, estamos consultando nossos advogados para saber se podemos reverter este confisco por vias legais, e aconselho a todos os outros companheiros, diretores sindicais a fazer o mesmo. Chega de sermos enganados.
Nota: Favarão é presidente do Sindicato Rural. Muitos leitores têm solicitado para que não deixemos o assunto cair no esquecimento.
Júlio C. R. de Souza, de Marilândia do Sul: Como produtor e não, necessariamente aqui como consumidor, fiquei aguardando que a esse jornal desse continuidade às críticas feitas ao cartel dos super/hipermercados nas promoções com legumes, verduras e ovos, usados como chamariz para grandes compras, a preços que desmoralizam a produção e quem atola o pé no barro para produzir. Essas promoções, esmola com o dinheiros dos outros, só acontecem porque pagam pouco para quem tem o trabalho de produzir. É o caso do leite, mais barato que a água mineral. O presidente da Associação dos Supermercados nos deve uma resposta. E a Folha também!.
Ricardo G. Strenger, de Ribeirão do Pinhal: O principal problema da cafeicultura no mundo é estrutural. Aspectos conjunturais não tem exercido influência na formação dos preços. Porém, fatores altamente negativos, infelizmente, estão confluindo e desanhando um novo quadro conjuntural.
A visão baixisa de famosa analista internacional é puramente especulativa e não tem base real. A realidade nos mostra o seguinte quadro:
1) em Rondônia, lavouras de Robustas estão abandonadas e sem possibilidade econômica de colheita,
2) safra baixa em diversas regiões produtoras, sendo de 30% na mais importante região que é o sul de Minas. Trabalhadores paranaenses retornam de Minas sem trabalho,
3) seca intensa em Minas Gerais,
4) baixos tratos culturais,
5) colheitas abandonadas por culpa dos baixos preços na América Central, México e Peru,
6) queda mundial na produção de café Arábica,
7) movimentos de compra de café Robusta, já se fazem notar, pra especulação futura,
8) volume de café recebido nas cooperativas é pequeno para a época do ano, sendo o menor nos últimos quatro anos,
9) colheita adiantada.
Podemos ainda ter um período de baixa, mas os fatos cotrariam a analista da Refco Global Research e indicam uma possível alta de preços antes do final do ano. Caracterizada a escassez deveremos ter grandes altas.
Conservamos o otimismo e enxergamos uma luz no fim do túnel. Mas enquanto não se rever o uso indiscriminado de Ropusta (inibidor de consumo) adicionado aos cafés industrializados do mundo, vamos ficar ao sabor de uma crise estrutural fabricada para servir a interesses maiores.
Nota: Ricardo Gonçalves Strenger - agricultor e médico -é presidente da Associação Paranaense de Cafeicultores.
E-mail [email protected]

mockup