Oswaldo Petrin
-A produção de pintos de corte no primeiro semestre de 1997 totalizou 1,377 bilhão de unidades, 9,49% a mais que no mesmo período de 96, quando a produção atingiu 1,257 bilhão de aves, segundo a Associação Brasileira dos Pintos de Corte (Apinco). O resultado representa novo recorde no setor, de acordo com a associação. Além do volume recorde, a atividade registrou também no semestre o melhor nível de aproveitamento desde 81, com uma média de 96,39% na utilização da capacidade instalada.
-Segundo a Apinco, a oferta do setor está extremamente ajustada à demanda, por causa da entrada em operação de novos abatedouros. Ao contrário da oferta de pintos de corte e de frangos vivos, a de aves abatidas se mantém em níveis considerados excessivos pela Apinco, determinado preços que não remuneram adequadamente a atividade.
-A produção de carne de frango no semestre cresceu 7,37%, passando de 1,978 milhão de toneladas nos primeiros seis meses de 96 para 2,124 milhões de toneladas no mesmo período deste ano. Em junho passado a produção de pintos de corte cresceu 11,45% em relação ao mesmo período de 96, ficando em 234.925.678 unidades, de acordo com o relatório da Apinco. Contudo, em relação ao mês de maio passado, quando a produção totalizou 239.639.021 unidades, houve um recuo de 1,97%.
-Na Região Sudeste, a produção teve um declínio de 4,21% no mês, enquanto no Sul houve aumento de 0,34% e no Centro-Oeste, de 1,26%. No Nordeste e no Norte a produção recuou 6,69% e 3,75%, respectivamente. Do total de 1,37 bilhão de pintos de corte produzidos no semestre no País, pouco mais de 5 milhões de aves - equivalente a 0,38% da produção global - foram destinadas à exportação, de acordo com a Apinco. (Alta do Amaral Rocha, AE e levantamento da Apinco, distribuido ontem).
- Confuso Não dá para entender o discurso do presidente FHC, ontem ao lançar o BB Rural Rápido, do Pronaf. Ele disse: Se ilude quem pensar que no Brasil as questões se resolvem só com agrobusiness, acrescentando que desapropria terra diariamente, mas com consciência de que só isso não resolve o problema. Se não tiver uma agricultura familiar ativa, não adianta assentar.
-A pergunta que se faz é se as coisas são excludentes. Ou seja se o agronegócio prospera em detrimento da agricultura familiar. É mais fácil defender a tese de que as categorias - ou atividades - se complementam, afinal a pequena propriedade, com a configuração da economia familiar, é fornecedor tão importante quanto o grande produtor. E deve lutar pela sua plena inserção no agronegócio. Mas, a colocação do Presidente sugere que seus assessores não conseguem distinguir as coisas. Cheque frio!





