-A Perdigão, uma das maiores indústrias de alimentos do país, reverteu no primeiro semestre deste ano o prejuízo do mesmo período do ano passado. O lucro da empresa atingiu R$ 17,4 milhões, informou ontem a ‘‘Agência Folha’’. Vale lembrar que nos primeiros seis meses de 96, o resultado havia sido
negativo em R$ 1,5 milhão. A reversão dos números ocorreu com o aumento de vendas - mais 25,9% no semestre -, a ampliação da capacidade de produção e a reestruturação societária da companhia.
-No ano passado, o aumento de preço de nossas matérias-primas, principalmente milho, e um mercado superofertado de carne de aves colaboraram para o prejuízo. Em 97, a estratégia da empresa está sendo o lançamento de produtos de maior valor agregado. São os pratos prontos, que visam atender ao
consumidor que procura maior praticidade no seu dia-a-dia. As vendas dessa linha de produtos cresceram 22,8%, cerca de 75% do total de 137 mil toneladas comercializadas pela Perdigão no mercado interno.
-A reestruturação societária, concluída no primeiro semestre, permitiu um processo de racionalização operacional. ‘‘Em 95, o grupo era composto de 13 empresas, sendo três de capital aberto. No final de junho último, reduzimos para três no total, uma apenas de capitalaberto, a holding Perdigão S.A.’’, afirma Ricardo Menezes, diretor de Relações Institucionais da empresa, ao repórter Mauro Argex, da Agência Folha. A expectativa de faturamento da Perdigão para 97 é de cerca de R$ 1,2 bilhão, mais 14% ante a receita de R$ 1,050 bilhão do ano passado.
- Cade Hoechest O Conselho Administrativo de Defesa Econômica aprovou ontem, por unanimidade, despacho que poderá levar à revisão do acordo fechado entre o governo e o laboratório Hoechst para a redução de preços de medicamentos. Alguns conselheiros do Cade estão preocupados com a postura adotada pelo governo nesse acordo. Para eles, o governo estaria reeditanto um sistema de controle de preços nos moldes do vigente na época do extinto CIP (Conselho Interministerial de Preços). O despacho aprovado, de autoria do conselheiro Antônio Fonseca, sustenta que não está claro que o acordo tenha preservado o interesse público.
-Pelo entendimento de alguns dos conselheiros, o governo não deve se preocupar em determinar o reajustes dos produtos, mas sim criar condições para que exista concorrência. Em maio passado, a Secretaria de Direito Econômico baixou uma medida preventiva sustando os reajustes feitos pelo laboratório neste ano.
-Pela determinação, voltaram a valer os preços de 31 de dezembro de 1996. O governo acusava a Hoechst de promover aumentos abusivos - que, em alguns casos, chegaram a 147%. Boi/alta

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