Oswaldo Petrin
Para quem tem dúvida se a aftosa compromete a economia do País, os dados sobre comportamento da balança comercial em maio podem dar uma pista. Os exportadores gaúchos viram as vendas de carne bovina caírem 31,4% no mês passado em relação a abril. Em comparação a maio do ano passado, a queda foi de 23%. O Rio Grande do Sul negligenciou no controle da aftosa e ainda paga caro por isso. O prejuízo também foi para os produtores do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina que perderam negócios na Europa.
Os dados fazem parte do relatório concluído ontem pelo Ministério do Desenvolvimento e divulgado pela Agência Folha, assinada por André Soliani.
A União Européia suspendeu a compra da carne do Rio Grande do Sul após a notificação da existência de focos da doença no Estado. No final de julho ou início de agosto, a restrição deverá acabar, se não surgir nenhum caso novo da doença no Estado.
As vendas gaúchas de carne bovina, que eram de 56,7 toneladas por dia em abril, despencaram para 38,7 toneladas por dia em maio.
Em Santa Catarina foram as vendas de carne suína que caíram. A Rússia, um dos principais importadores do produto, suspendeu a compra após a notícia da existência de febre aftosa no Rio Grande do Sul. Com a queda de 20,6% das vendas para Rússia, as exportações de carne suína caíram 11,4% em maio em relação a abril deste ano.
A febre aftosa não é o único problema que o Brasil enfrenta ao exportar produtos agropecuários e demais commodities, como minério de ferro. O baixo preço desses produtos, que não se recuperaram desde finais de 1997, fez o país perder US$ 2,9 bilhões entre janeiro e maio deste ano. (Veja mais na página 4).





