Oswaldo Petrin
Pouca novidade no plano de safra que o governo deve anunciar em julho. Para variar, mais uma vez os objetivos do setor vão esbarrar na falta de recursos. A distância entre o que o governo promete oferecer e o que o setor demanda é muito grande.
Ontem, a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) entregou ao ministro da Agricultura, Pratini de Moraes, uma proposta do setor produtivo rural para o Plano Agrícola e Pecuário 2001/2002. Na proposta, a entidade pede a destinação de R$ 17,7 bilhões de recursos do crédito rural para custeio e investimento da próxima safra, além de ampliação dos limites de financiamento por produtor. A CNA também quer aumento de 25% para 30% da parcela de depósitos à vista que os bancos são obrigados a aplicar na agricultura e um programa específico para aquisição de bovinos de corte.
A proposta foi elaborada por representantes do setor primário e está sendo entregue pelo presidente da CNA, Antonio Ernesto de Salvo, e diretores da entidade. No documento, a CNA sugere a correção do limite de financiamento por produtor para R$ 300 mil na soja para o centro-oeste, norte, sul do Maranhão, sul do Piauí e sul da Bahia e de R$ 100 mil para as demais regiões - hoje, esse limite é de R$ 100 mil para as regiões citadas e de R$ 60 mil para as demais -; elevacão do limite para o algodão para R$ 500 mil - hoje é de R$ 300 mil - e, nas demais atividades, de R$ 40 mil para R$ 200 mil no centro-oeste e R$ 100 mil nas outras regiões.
O documento sugere, ainda, aumento nos limites de financiamento de R$ 40 mil para R$ 80 mil nos programas de investimento, como Proleite e Prosolo, além da prorrogação dessas linhas de crédito que vencem em 30 de junho, para mais um ano. A CNA quer também a correção dos preços mínimos do algodão, dos atuais R$ 28,60 a arroba para R$ 35.
Com relação à pecuária, o plano agrícola apresentado propõe a ampliação de R$ 40 mil para R$ 100 mil dos limites de crédito para custeio e investimento, além do aumento do prazo máximo de crédito para custeio da pecuária de um para dois anos. A CNA sugere também a criação de um programa para aquisição de bovinos de corte. Esse programa apoiaria atividades de cria, engorda e reprodução de bovinos de raça. Seriam necessários R$ 400 milhões, com juros de 8,75% ao ano e limite de R$ 100 mil por produtor ao ano. (Gecy Belmonte
Agência Estado).





