Oswaldo Petrin
-Todos os Estados vão firmar convênio com o Ministério da Agricultura para implantar o que os técnicos já estão chamando de SUS-animal, em alusão ao nome do programa: Sistema Unificado de Atenção à Saúde Animal e Vegetal. Será na próxima quinta-feira. Isto deve mudar completamente os rumos das campanhas contra a afotsa, colocando no mesmo nível Estados que se empenharam na erradicação e Estados que negligenciaram na profilaxia.
-O valor do programa: R$ 65 milhões. É o que o ministro Porto havia antecipado dias atrás: uma nova política de defesa agropecuária, que muda o foco da ação do Estado para a prevenção e promoção da saúde a partir da assistência e do envolvimento das comunidades locais, nos espaços geográficos onde os animais e as plantas estão e onde os agronegócios são definidos. Não se pode dizer que é a melhor opção. Não no caso da aftosa, principal obstáculo ao mercado.
-De acordo com a Organização Mundial do Comércio (OMC), as únicas barreiras que deverão permanecer no comércio mundial são as de caráter sanitário e, por isso, na avaliação de técnicos do Ministério da Agricultura, a defesa agropecuária passará a ser o grande instrumento de política comercial. O ministro da Agricultura destaca que a necessidade de aumentar a competitividade dos produtos nacionais, segundo regras e normas nacionais e internacionais de proteção à saúde pública, já é uma realidade, e o ministério busca a adequação do setor produtivo, com a máxima urgência, sob pena de não promover a perfeita inserção dos agronegócios brasileiros no mercado globalizado e de sofrer sanções pelo não-cumprimento dos acordos multilaterais.
-A implantação do sistema unificado deverá contar, ainda este ano, com a instalação de uma rede de serviços nos estados que terá 837 unidades, sendo 34 postos de vigilância agropecuária em portos, aeroportos e fronteiras, 160 postos fixos e 55 postos móveis de vigilância interna e interestadual, 568 unidades locais de saúde animal e vegetal, sete estações de aviso fitossanitário e 13 laboratórios de vigilância agropecuária e controle de resíduos e pesticidas. O ministro Porto disse à repórter Mariângela Heredia, da AE, que as ações de defesa consistirão no controle da febre aftosa, com vacinações sistemática e estratégica, fiscalização direta dos estabelecimentos de criação e controle de focos, controle da raiva, brucelose e tuberculose bovina, anemia infecciosa equina, controle de doenças e pragas da fruticultura, citros, maçã, algodão e outras culturas, inspeção fitossanitária em propriedades e viveiros ou ambulantes.
-Haverá treinamento de pessoal e criação de conselhos locais de saúde animal e vegetal, além do cadastro de estabelecimentos comerciais, fiscalização do comércio e uso de insumos e coleta de amostras para análise. Do total de recursos destinados à implantação do programa, os maiores beneficiados serão Mato Grosso do Sul (R$ 7,5 milhões), Paraná (R$ 7 milhões), Minas Gerais (R$ 6,2 milhões) e São Paulo (R$ 4,9 milhões). Indústria





