Em nossa coluna de sábado tentamos mostrar que a disparidade do dólar foi tanta nos últimos meses que, mesmo os produtos de exportação (que deveriam ser beneficiado pela desvalorização da moeda nacional e consequente alta da moeda estrangeira), estavam sendo prejudicados. Logicamente isto ocorre quando esses produtos se beneficiam de estímulos à exportação, através do Proex, como ficou claro na oportunidade. A observação logo foi confirmada pelas notícias sobre a escassez de recursos oficiais para cobrir esses incentivos. Por conta da alta do dólar.
A despeito do Proex em crise, o dólar beneficia a soja - até porque o complexo soja não conta com esses recursos na mesma escala de outros itens da pauta de exportação.
Hoje a soja é o hedge do campo contra as oscilações do câmbio, como observa matéria da Agência Folha. Na próxima safra, os produtores rurais devem optar pela commodity, que, por ser vendida no exterior, é beneficiada pela alta do dólar.
Desde a macroeconomia enfrente crise semelhante e o governo permita o ágio sobre a moeda norte-americana.
A soja é um porto seguro na crise do câmbio. Por isso, há uma tendência de aumento da área plantada desse produto na próxima safra por conta da desvalorização do real, que beneficia as exportações’’, diz Flávio Roberto de França Jr., analista de soja da consultoria Safras & Mercado, em entrevista à Agência Folha.
Na safra passada, os produtores já colheram resultados com a alta da moeda americana. Foram comercializadas 13,5 milhões de toneladas, mais que os 11,8 milhões de toneladas do ano passado. A área plantada total foi de 13,7 milhões de hectares.
França afirma que, com a alta do dólar, os produtores brasileiros saem em vantagem em relação aos concorrentes argentinos e americanos porque podem dar descontos em seus produtos.

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