Ricardo G. Strenger, de Santo Antônio da Platina: ‘‘O mercado de café está à mercê de especuladores e inescrupulosos. É contra estes que a APAC (Associação Paranaense de Cafeicultores) vem lutando e, felizmente, ganhando adesão de pessoas esclarecidas e com alta credibilidade no mercado em todo o país.
‘‘Em nosso Estado contamos com o incentivo e apoio do Secretário da Agricultura, Antônio Poloni; do Presidente do Iapar, Florindo Dalberto; do Deral, do Richardson; da Emater, por seu presidente, Rubens Niederheitmann, e ainda de técnicos de alta capacidade profissional e intelectual.
‘‘Não podemos aceitar que numa hora tão difícil para a cafeicultura nacional sejamos alvo de colocações jocosas como as feitas pelo mercado em sua coluna publicada no dia 23/5. As empresas Unicafé, FNP e Embrapa estão interpeladas judicialmente e iremos até o fim nessas ações. No caso da Usda se você atentasse para a gravidade do fato esse deveria ter a mesma atenção do da vaca louca, pois é tão grave quanto.
‘‘O Usda tem que ser interpelado e com veêmencia pelo governo brasileiro através de uma figura jurídica chamada reclamante internacional. Não cabe à Apac tomar tal conduta, mas sim ao nosso governo. Como cafeicultores e brasileiros que somos devemos ser respeitados e apoiados no fato de tal gravidade que afeta a soberania nacional, a balança comercial e a receita dos cafeicultores.
Nota: Ricardo Gonçalves Strenger é presidente da Associação Paranaense de Cafeicultores (Apac). A Associação tem o mérito de contestar previsões que vão contra os interesses de quem produz. Porque são previsões discutíveis e acabam confundindo o mercado, às vezes propositalmente. A Apac cresceu com essas ações judiciais.
Pedro Branco, de Londrina: ‘‘Racionar energia na zona rural é privar a população urbana de se alimentar, pois a produção de alimentos também requer energia elétrica. Reduzir a produção implica na falta de alimentos. O consumidor terá dinheiro para comprar mas não vai encontrar a mercadoria. Vai morrer rico e com fome. Mas antes disso enfrentará inflação.
E a luz do fim do túnel, também vai ser racionada? Que luz?
Os produtores se modernizaram nos últimos anos, finaciaram equipamentos e aumentaram a demanda de energia elétrica. Com o racionamento, cai a produção. Quem paga o pato é o pessoal da zona urbana.
Pelo menos, infelizmente, será assim que o cidadão urbano vai sentir como é difícil produzir alimentos.
Não há como economizar. Na zona rural não se usa videogame, vantiladores, ar condicionado ou hidromassagem ou secadores de cabelos. Utilizamos energia para irrigar, tirar o leite, produzir ração, conservar os alimentos para que sua qualidade seja mantida até chegar à cidade. Aqui não há mais como economizar...a não ser que se reduza a produção.
Nota: Pedro Branco é agropecuarista e diretor de Atividade Agrícola da Sociedade Rural do Paraná.
Fábio B. Barros , de Londrina: ‘‘Conforme matéria publicada na imprensa, o homem mais rico do mundo não é Bill Gates e sim o dono do hipermercado Wall Mart. Isto mostra que os supermercados e hipermercados estão entre os melhores negócios do mundo.
É um mercado que não pára de crescer. Com uma velocidade impressionante novas lojas ou redes de hipermercados vaõ sendo inauguradas. A concorrência entre elas, que, à primeira vista parece saudável, é uma guerra que tem como grande prejudicado o produtor rural.
Para vender mais barato, estas redes jogam pesado para comprar mais barato do agricultor. É comum encontrarmos produtos nas gôndolas dos supermercados vendidos a centavos! Alguém parou para pensar quanto o produtor estará recebendo nesta situação?
Os produtos agrícolas viraram um chamariz para atrair consumidores. Na batalha para ‘‘vender mais barato’’, as redes pressionam os produtores e comercializam carnes, cereais, frutas, verduras e legumes a preços de banana. Uma vez lá dentro, os consumidores acabam comprando outros produtos mais lucrativos para as redes.
Nessa política predatória, o produtor rural fica ainda mais oprimido. Não bastassem as constantes altas do dólar que incidem diretamente nos insumos, os fortes subsídios dados à agricultura mundial e os fatores climáticos, o produtor brasileiro ainda fica a mercê das redes de hipermercados.
Bem diferente é o que ocorre nos EUA e Europa. Lá são bastante claras as regras de comercialização entre produtores e supermercados. Por aqui, foi preciso uma CPI para tornar público que estas redes pagam o que querem e como querem.
Gostaria de fazer um alerta aos donos de supermercados: tratem os produtores como parceiros, trabalhem com tabelas justas. Caso contrário, vocês estarão contribuindo para inviabilizar a agricultura. E, portanto, o País’’.
Nota: Fábio Barbante de Barros é diretor de Fomento e Formação Profissional da Sociedade Rural do Paraná.
Nicolau P. Beagle , de Ponta Grossa: ‘‘As informações da Folha do Paraná sobre milho, são corretas, ao contrários das outras mídias que repassam números baixistas e ajudam o setor intermediário a ‘‘jogar’’ os preços para baixo, como dizem os técnicos. Continuem ouvindo consultores independentes’’.
Roberto C. Riciere, de Cascavel: Sugiro que os preços do boi gordo e da soja apontem também o que o mercado promete para os meses seguinte, dando idéia do comportamento lá na frente. E que os ‘‘indicadores de preços’’ - publicados sem a necessária regularidade, esclareçam quais praças estão pagando aqueles valores que, para nós da ponta produtora, acabam se tornando inócuos, sem a necessária localização.
Nota: Os ‘‘Indicadores de preços’’ são preços médios, do atacado do dia, elaborados através de convênio entre BM&F (Bolsa de Mercadorias e Futuros) e Esalq (Escola Superior de Agronomia, da USP). Expressam esta situação do atacado paulista, com exceção de soja, cuja média é baseada em praças do Paraná.


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