Além do empobrecimento, a inadimplência. O governo FHC está empurrando a classe média para a escuridão da incerteza muito antes do apagão da imcompetência.
Há numerosos indicadores que atestam esse retrocesso econômico, afinal ele se expressa de todas as formas, no dia a dia das pessoas. O mais recente é o crescimento do número de cheques devolvidos. Preocupa bancos, comércio e compromete a credibilidade (e liquidez) de uma moeda formal, o cheque.
A desaceleração da economia e as altas taxas de juros vêm se manifestando de forma clara no crescimento da inadimplência. O volume de cheques devolvidos, emitidos por pessoa física e jurídica, mostra bem essa situação. No fechamento do primeiro quadrimestre deste ano registrou-se um número recorde de cheques devolvidos, com um aumento de 33,7% em relação ao mesmo período do ano passado.
E de janeiro a abril deste ano houve 11,5 milhões de cheques devolvidos pela segunda vez por falta de fundos (91,1% foram emitidos por pessoa física). Comparando-se com o mesmo período, janeiro a abril, do ano de 1995 - aquele ano foi considerado de baixa inadimplência -, houve um aumento de 205,4%. Foram devolvidos naquele ano 3,8 milhões de cheques; a participação da pessoa física foi bem menor: 85,5%.
Os dados sobre inadimplência no cheque são do SCI/Equifax - empresa sediada em Atlanta que presta serviços na área de gerenciamento de informação ao mercado e relacionamento com o cliente no Brasil. Para a assessoria econômica da SCI/Equifax, esses números refletem o resultado da expansão no crédito, responsável pelo aumento das vendas no ano passado e o impacto da desaceleração da economia nas finanças dos consumidores.
O número de cheques devolvidos por pessoas e empresas, em abril de 2001 (2.862.635), cresceu 39%. Os protestos (481.966) aumentaram 35% enquanto as concordatas deferidas e as falências decretadas tiveram pequeno recuo.

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