Benedito M. da Cruz , de Londrina: ‘‘A reportagem dos jornalistas Maurício Borges e Rosana Félix, sobre o uso do herbicida 2,4D (16/6, folha 5 do caderno economia), merece algumas considerações. Eu também fui vítima, ano passado, da deriva desse produto. Não consegui colher um só cacho de uva para o consumo própio e outros produtos foram prejudicados, inclusive feijão, também plantado para o gasto e alguns pés de caqui. O produto veio de uma distância de mais de um quilômetro, pelo vento.
‘‘Penso que em lugares onde se cultiva café e amoreira, por exemplo, não se aplica 2,4D, sem orientação de um engenheiro agrônomo. Sobre o que aconteceu comigo devo dizer que, mesmo entrando em acordo com meu vizinho, liquei para a veradora Elza Corrêa, que colocou o assunto em debate, a meu pedido. Quero fazer duas observações: não concordo quando os técnicos afirmam que Câmaras Municipais não podem legislar sobre o assunto. Acho que falta às câmaras um assessoramento técnico para embasar suas decisões. Quanto à lei ser federal, ora a lei federal! o mais importante não são o ambiente e a saúde das pessoas?
‘‘Como agricultor plantador de soja e trigo, não posso abrir mão de herbicidas. Mas acho que esse produto 2,4D não é insubstituível. Eu mesmo uso outros herbicidas. E digo mais: arrendei terra para uma pessoa. Fiz constar no contrato de arrendamento que esse parceiro não utilize 2,4D, é uma exigência, uma condição para eu ter cedido a terra para ele. Por que isso? porque temos lavoura de café aqui perto e essas lavouras - todas de percenteiros - ficam ameaçadas. Não são nossas essas lavouras, mas abrigam pessoas.
Agora, tirar dos vereadores o direito de debater o assunto é fechar os olhos para o problema.
‘‘Outras coisas que deu para perceber naquela reportagem são o amadorismo com que o assunto é tratado e a falta de assistência técnica, que é total. Tanto que alguém está sugerindo que os agricultores sejam treinados no SENAR. Concordo. Sobre a aplicação do meu vizinho devo dizer que ele estava usando 5 litros por alqueire. O certo é 1 litro/alqueire. Como se vê faltou-lhe assistência técnica.
‘‘Agora, sr jornalista, o que me causa estranheza mesmo é que dois técnicos, de órgãos públicos são citados na reportagem como defensores do 2,4D, mas, pelo menos um presta serviços à empresas ligadas à fabricação do produto. Nada contra a competência desses técnicos. Mas essa de defender um produto - que tem seu lado negativo, como já ficou claro na reportagem -, sinceramente, não tem cabimento. Acho é uma questão a ser vista e analisada. E também cobrada’’.
Nota : Benedito Moreira da Cruz tem contribuição a dar num eventual debate sobre uso do 2,4D. (43)399-4889).
Geraldo R. Fróes , de Londrina: Sobre nota publicada na coluna, ontem, informando preço do trigo e da semente de trigo:
1) O preço de R$ 300,00 por tonelada não é superestimado, pois seu valor hoje já atinge cifras superiores a esta,
2) O preço da semente jamais poderá ser justificativa para elevar o valor do trigo nacional, devido ao baixo percentual de participação no custo de produção,
3) A afirmação de que os preços da semente para o agricultor foram elevados, também não é correta, pois a média no Paraná ficou entre r$ 28,00 e R$ 30,00 por saca de 50 quilos, sendo este seu valor histórico.
Nota : Geraldo Rodrigues Fróes (engenheiro agrônomo, produtor de sementes e grãos de trigo e soja) é diretor-presidente da Fundação Meridional de Apoio à Pesquisa Agropecuária.
Carlos C. Gasquez , de Jacarezinho: ‘‘A forma como a Folha vem cobrando uma posição mais firme das autoridades e uma ação mais eficaz no controle da aftosa reitera a certeza de que vocês são um jornal independente na defesa dos interesses da terra paranaenses. Parabéns e continuem assim’’.
Eugênio Torres , de Curitiba: ‘‘Dentre as empresas expositoras da 17a. Convenção Paulista de Supermercados (de 21 a 14 de maio no Expo Center Norte, em São Paulo) está a paranaense Perfecta Curitiba, que ocupa a liderança no segmento de máquinas e equipamentos para panificação. A Perfecta Curitiba, como é tradição, monta nesse espaço uma verdadeira padaria que produz, além de pães, tortas, croissants, bolos, etc, para demonstrar ao público presente a eficácia de seus produtos e serviços.

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