Oswaldo Petrin
Antes tarde do que nunca. O presidente se mexe e resolve dar uma força para a campanha de controle da aftosa. Qualquer que seja a orientação do presidente Fernando Henrique Cardoso no sentido de exigir eficácia e defender os interesses nacinais é bem aceita por produtores e técnicos.
Diz a informação distribuída ontem pelas agências de notícias: O presidente FHC reúne-se hoje, a partir das 10h, no Palácio da Alvorada, com governadores de sete Estados para discutir o Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa e a exportação de carne. (Informações nesta página).
Estarão presentes os governadores de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Também vão participar o ministro da Agricultura, Pratini de Moraes, e o subchefe da Casa Civil da Presidência, Silvano Gianni.
Devido à descoberta de focos de aftosa no Rio Grande do Sul, Inglaterra, Chile, Israel e Arábia Saudita restringiram a importação de carne brasileira. Para tentar reverter a situação, o governo vai enviar missões técnicas a esses países.
A presença do presidente é importante; dá moral à tantas pessoas envolvidas no movimento: técnicos, lideranças, agricultores. É a autoridade máxima se pronunciando. Enche o pessoal de moral e confere mais seriedade à luta.
Mas, que pena, que FHC só entra em cena agora. Até ontem, ele deixou entrever que nada era com ele; que bilhões envolvidos (na vacinação, abate de animais, suspensão das exportações, etc). Ainda ontem o RS iniciava o abate. É necessário, mas implica em prejuízos.
Não se sabe qual a agenda do encontro do presidente com governadores e com o ministro Pratini. Mas o encontro é positivo para reverter o embargo à carne brasileira.





