Oswaldo Petrin
Ricardo G. Strenger, de Santo Antônio da Platina:
Fundamental é que nossas autoridades adotem imediatamente o projeto de rotulação de café. Em artigo sobre a SCAA (Specialty Coffee Association of América), no Coffee Business, vemos com satisfação que seu diretor, Ted Lingle, adotou nosso projeto. O mesmo foi levado em texto traduzido e intitulado New Ideas on Cross-The-Border Coffee Trading à feira de Miami e à Costa Rica pelo secretário de Agricultura do Estado do Paraná.
Temos que preservar a pesquisa do Instituto Adolfo Lutz e sair na frente de algo que partiu do Brasil e não corrermos atrás do inexorável que é a direção do esclarecimento e da informação, que não pode mais ser sonegada ao consumidor, das quantidades existentes no pó de café torrado e moído de cafés arábica e robusta.
A pesquisa é inédita no mundo e peço apoio às Associações, Cooperativas, Exportadores, Cafeicultores, Indústrias e Autoridades para que unidos possamos lutar para efetivação da rotulação, que será benéfica para o segmento, como já ficou claro em outros artigos.
Não nos deixemos influenciar por uma parcela da indústria de torrefação que está tentando jogar o produtores de robusta/conillon brasileiro contra os produtores de arábica.
Os vilões da cafeicultura mundial são o Vietnã e outros países da Ásia que encharcaram o mercado com um produto que só serve para adição e está sendo usado inadequadamente, fugindo ao seu papel de complemento em blends para se transformar no principal elemento de muitos cafés do mundo, deturpando totalmente o mercado e assim arrastando os preços para baixo.
Adotada a rotulação por nossas autoridades temos certeza de uma reação imediata de preços, pois é certo que falta café arábica no mundo e assim não nos submetermos a um mercado que insiste em tratar os cafés arábica e robusta/conillon sem distinção.
Prestem atenção a todos os artigos e verão que sempre englobam o termo café, usando-o de forma genérica, para induzir psicologicamente o mercado de que há abundância de café.
Esta luta tem que ser de todos para que realmente tenhamos um reconhecimento do valor econômico do café e sejamos remunerados de acordo com nossos esforços em produzir qualidade, para isso pedimos rotulação já.
Obs: Ricardo Gonçalves Strenger é presidente da Associação Paranaense de Cafeicultores (Apac) e-mail: [email protected]
Ananias J. Pitelli , de Paranavaí: Concordo com a colocação de que em matéria de aftosa temos mais sorte do que juízo. E, embora reconheça o empenho das lideranças, percebo que questões graves como a resistência de alguns criadores, entre aspas, não é atacada.
Walmor M. Vallin , de Cascavel: Alguma coisa pode estar errada com a exportação do milho, uma bela descoberta. Só sei que para nós produtores não está sobrando tudo aquilo (R$ 8,50/8,80/saca) como esse jornal informou.
Valter Pitol , de Cafelândia: Os tempos modernos do mercado exigem agilidade, competência e qualidade dos produtos. Para o bem do nosso produtor precisamos pensar no consumidor.
Obs: Pitol é presidente da Cooperativa Agrícola Consolata (Copacol), de Cafelândia. Ele falou no lançamento da linha Single - cortes individuais de frango, em Curitiba e Londrina.
Hélio Shorr , de Cafelândia, sobre o município: A cidade tem uma boa renda per capita; as famílias trabalham felizes, praticamente não há bares com pessoas desempregadas vendo o tempo passar. A agroindústria cooperativa tem um papel importante na comunidade. (Shorr é diretor-comercial da Copacol).





