As definições acadêmicas não perdoariam, mas os juros são sempre a parte de uma operação comercial que desaparece. Ou, então, são a parcela da transferência (perda) invisível de um negócio intermediado por agente financeiro ou financiador.
  O aumento dessa parcela, significa aumentar a parte intermediária do negócio, aquela que deslocada para outro setor, que não as partes envolvidas. Mas os são necessários e também movem uma indústria, a do crédito.
  Como é uma espécie de ônus, ninguém quer juros altos. Na prática a expectativa esta semana era de que o Copom não aumentasse os juros. Ele aumentou, apesar da redução nos Estados Unidos.
  Só que ao contrário dos setores produtivos, os técnicos aprovaram o aumento. Segundo eles (AE, ontem) em regime cambial de livre flutuação da moeda, como no caso brasileiro, os juros são um dos principais instrumentos para a condução da política monetária.
  Quando o Banco Central utiliza essa ferramenta para cumprir com seu objetivo primeiro, que é garantir o poder de compra do dinheiro, ele traz benefícios e custos para a economia.
  A maioria dos economistas brasileiros acredita que o Copom (Comitê de Política Monetária) tomou a decisão mais acertada, entre as opções que lhe cabiam, ao elevar os juros básicos (Selic) para 16,25% ao ano - alta de 0,5 ponto percentual.
  A última projeção de inflação divulgada pelo BC, no mês passado, apontou IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de 4,8% para este ano - quase um ponto percentual acima da meta anual (de 4%).

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