O Brasil ainda acredita em algum progresso nas discussões para que os EUA reduzam seu subsídio agrícola. Se os negociadores brasileiros se posicionarem claramente pela liberalização da agricultura na Alca, não haverá como os Estados Unidos não cederem. A opinião é do sr. Pedro de Camargo Neto, secretário da Produção do Ministério da Agricultura.
Detalhe: Camargo Neto garante que não está sonhando alto.
Segundo ele, os interesses são muitos para os próprios americanos e eles não vão perder a oportunidade por causa de lobbies agrícolas, que representam só uma pequena parcela do país.
O Brasil quer afinar o discurso para um novo embate, o da Organização Mundial do Comércio (OMC), no Canada.
Um grupo de empresários que representa o Brasil nas discussões da Alca e o ministro Pratini de Moraes estarão na próxima terça-feira para tratar da estratégia brasileira contra o protencionismo dos países importadores. O setor agrícola acabou tendo uma participação de destaque nas reuniões preparatórias, informa a Agência Estado.
O Ministério da Agricultura quer fazer uma avaliação antes do encontro em Quebec, Canadá. Na sua opinião, a reunião de ministros, que fechou a agenda e as normas para a negociação da Alca, foi favorável para o setor agrícola brasileiro. ‘‘Estou otimista. Conseguimos colocar no documento aprovado pelos ministros todos os pontos que queremos negociar no âmbito da Alca, principalmente com os Estados Unidos’’, disse ele.
Um dos pontos promissores, segundo ele, foi o dos subsídios internos. No começo da reunião, os Estados Unidos reiteraram que esse assunto deveria ser discutido na OMC e não na Alca. Mas durante a negociação os americanos aceitaram colocar no texto a questão dos subsídios. ‘‘Primeiro o texto previa uma disciplina dos subsídios ‘‘no hemisfério’’, mas conseguimos tirar esse adendo já que os subsídios americanos estão afetando as exportações brasileiras para terceiros mercados e não dentro da América Latina’’, segundo o ministro Pratini de Moraes.
O País tem que se preparar para um longo período de aumento de oferta de soja no mercado internacional. Se o preço do produto se recuperar este ao e chegar a médias em torno de US$ 5,00/bushel, a produção explode tanto lá como aqui, ou na Argentina e Paraguai. No cerrado brasileiro não há outra opção que não a soja e o milho. O Brasil pode chegar a 40 milhões de toneladas em 2002/2003 e os americanos têm essa prospecção.
Subsídio à parte, os agricultores e o governo norte-americanos querem saber agora qual o limite de baixa que os produtores brasileiros suportam. A briga comercial está declarada. O

mockup