Oswaldo Petrin
E agora? A Argentina identifica novos focos de aftosa. Não dá para dizer que estourou como uma bomba a notícia divulgada no final da tarde de ontem no Rio Grande do Sul. Afinal, tanto na Argentina como no Brasil, a informação que se tem - fora dos meios oficiais - é que o controle preventivo sempre foi muito frágil.
O surgimento de focos na província de Entre Ríos (fronteira com o Brasil) levou ontem o secretário da Agricultura do Rio Grande do Sul, José Hermeto Hoffmann, a dizer que o Estado está na iminência de ter o vírus.
Dias atrás, em Londrina, o secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Luiz Carlos de Oliveira, disse que não haverá necessidade de vacinar o gado no Rio Grande do Sul e Santa Catarina. A esta altura, poderá mudar de idéia.
O problema ocorre exatamente no momento em que o governo argentino chegou a fixar prazo para erradicar a doença. O novo presidente do Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Alimentar, Bernardo Cané, esteve no Brasil e prometeu erradicar a febre aftosa, na Argentina, em um período de quatro anos. Cané, que tomou posse ontem, já havia adiantado seu plano de combate à doença às autoridades brasileiras , há dois dias. Oficialmente, a campanha nacional de vacinação só foi divulgada depois que ele assumiu o cargo.
Ele admitiu que é um desafio institucional combater a doença e para isso, recriará a relação com todas as entidades produtivas e de agroindústria. Além da vacinação, Cané reafirmou o estabelecimento de barreiras sanitárias nas regiões da Patagônia, Mesopotâmia, Cuyo e Noroeste do país, para que os animais não corram risco de contaminação.





