Oswaldo Petrin
O professor de Finanças da Faculdade de Economia da USP e sócio-diretor da da consultoria Austin Asis, Alberto Borges Matias, afirma que o balanço do trimestre de 31 de novembro de 2000 não deixa dúvida sobre a fragilidade da Fazendas Reunidas Boi Gordo. A empresa teve prejuízo de R$ 23 milhões, que a põe numa situação difícil, pois tem mais custos do que receita e mais imóveis do que bois, diz, em entrevista ontem à repórter Cláudia Ribeiro, da Agência Estado.
O custo da empresa totalizava naquela data R$ 17,5 milhões em gado magro e custeio, R$ 752 mil em despesas administrativas, R$ 1,6 milhão em despesas tributárias e R$ 20,9 milhões em juros, quando a receita é de apenas R$ 18 milhões, diz.
Em sua conta, Matias observa que o estoque de animais da Boi Gordo não atinge R$ 209 milhões, quando suas captações com investidores para o longo prazo são de R$ 560 milhões. Para cobrir a diferença há no balanço R$ 146 milhões em imóveis para venda e R$ 212 milhões imobilizados, mas uma fazenda demora para vender e, quando isso ocorre, é com deságio, lembra.
A empresa vai precisar se rentabilizar, mesmo tendo os imóveis, pois o balanço mostra que ela não consegue garantir a rentabilidade de engorda. (Cláudia Ribeiro, Agência Estado).
Carros novos Se há um setor da economia que não tem razão para reclamar, este é o setor de veículos automotores, compreendendo principalmente os carros de passeio do segumento popular. O balanço consolidado dos resultados da indústria automobilística em março, divulgado ontem pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), altera para cima as estimativas de produção informadas na última segunda-feira pela entidade.
De acordo com os números finais, divulgados ontem pela Agência Estado, a produção brasileira de veículos cresceu 33,3% em março na comparação com o mesmo mês do ano passado - um resultado melhor que o estimado, que era de 27,3%. As montadoras instaladas no País fabricaram 183,3 mil unidades, ante 137,5 mil veículos em março de 2000. Em relação a fevereiro, quando foram fabricados 144,9 mil veículos, houve aumento de 26,5%.
No acumulado do ano, a produção alcançou 452,4 mil unidades, um crescimento de 23,5% em relação aos primeiros três meses de 2000, quando foram fabricadas no País 366,4 mil unidades.





