O conceito de tecnologia está mudando nos EUA, sem, contudo, reduzir a velocidade da busca da automação. Que os norte-americanos estão na fronteira do desenvolvimento não é novidade. Só que agora as universidades e empresas privadas não fazem disso uma busca linear e obsessiva.
Novas descobertas conferem importânca maior às questões ambientais, que recebem pesados investimentos. Por exemplo: agricultura de precisão. Nos EUA existem 25 mil colheitadeiras de precisão (cerca de 200 na América Latina e 60 no Brasil), mas a técnica não se encerra em si mesma. Parâmetros ambientais estão pautando essa nova etapa do avanço. Repensar a agricultura de precisão não é, necessariamente, abandonar o projeto, segundo as universidades, mas acentuar variáveis do espectro ambiental.
Outro exemplo: a Jonh Deere, maior fabricante mundial de equipamentos agrícolas, coloca em discussão as dimensões funcionais do seu ‘‘trator autônomo’’ (guiado por satélite, sem operador). É projeto que não esconde de ninguém, tanto que é objeto de um vídeo de exibição ainda restrita. Há outros interesses técnicos e econômicos nessa proposta, mas um deles é a racionalização de agrotóxicos em especial evitar que o tratorista fique exposto à poluição.
O equipamento, em teste de campo, prenuncia a largada da corrida para automação das colheitas, que algumas universidades, como a de Illinois, já consideram robotização.
Personagens da peça publicitária, um agricultor e sua neta divagam sobre a evolução tecnológica, enquanto passeiam por um campo de trigo. Respondendo à garota, o avô diz que o conhecimento não tem limite e cita o novo sistema StarFire GPS que racionaliza a aplicação de insumos.
O diálogo prossegue até que o agricultor, de uns 60 anos, observa que nem todas as inovações são via satélite e visam apenas alta precisão. ‘‘Veja o novo trator Spin Steer Lawn’’, sugere. O cortador de grama SST muda as regras de como cuidar de gramados, dando novo significado à rotação de raio zero.
Mas o alvo da mensagem é o trator ‘‘autônomo’’ que dispensa o contato direto de pessoas com produtos químicos.
Na sede administrativa da Deere & Company, em Moline, Illinois, semana passada, os engenheiros responderam perguntas dos jornalistas brasileiros. As opiniões não são necessariamente convergentes.
A empresa afirma que seu trator ajudará os técnicos a trazerem a tecnologia espacial de volta à Terra.
Unindo a ferramentas de navegação agrícola e as tecnologias de exploração espacial desenvolvidas na Universidade de Utah, a empresa desenvolveu o que poderá ser o trator sem motorista mais avançado (e com a aparência mais estranha) já projetado.
O trator experimental da John Deere não tem cabine, volante de direção, assento, ou qualquer outro equipamento para acomodar um motorista. O engenho foi projetado como um trator de pulverização, apontando para alguns motivos pelos quais um fazendeiro poderia, algum dia, desejar comprar um trator sem motorista.

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