Oswaldo Petrin
Ruy Pigatto, de Curitiba: Gostaria que alguém me comprovasse da real vantagem para o agricultor de milho safrinha, por um período mínimo de 5 safras, considerando os seguintes pontos:
1) Perda na safra principal, ao escolher um cultivar (normalmente de
soja) mais precoce, (normalmente menos produtivo), visando o plantio
mais cedo do milho safrinha.
2) Custo real a produção (considerando-se inclusive desgaste de
máquinas, mão-de-obra, etc).
3) Deságio de R$ 1,00/saca imposto pelo mercado.
Nota : O leitor é engenheiro agrônomo em Curitiba. Para debater com ele: [email protected].
Antônio M. de Oliveira, de Umuarama: Inoportunos e inconvenientes os comentários do sr. Péricles Salazar, presidente do Sindicarnes-PR (Folha Agribusiness 9/2) atacando o presidente da Sociedade Rural, Francisco Galli. Na verdade, Galli apenas pediu para os associados segurarem o boi gordo no pasto, não com o fim de especular e sim para forçar os órgãos do governo a tomarem medidas contra as retaliações pelos países do Nafta, principalmente o Canadá. Cabe salientar que o sr. Salazar, que trocou alhos por bugalhos deveria olhar mais para dentro do seu setor que vem dando calotes seguidos nos pecuaristas pela quebra de inúmeros frigoríficos nos últimos anos. Além disso, quem quis especular com o preço do boi foram os próprios frigoríficos que queriam se aproveitar do fator vaca louca. Para acabarmos com golpes seguidos de frigoríficos que mudam de nome e são arrendados depois da falência, safando-se dos credores e de qualquer medida jurídica e com isso causando enormes prejuízos aos pecuaristas, conclamo a todos que não vendam boi gordo a prazo, somente à vista. Vamos parar de financiar frigoríficos sem capital de giro; eles é que busquem recursos junto aos bancos, e, claro, se tiverem crédito para isso e melhorarem sua eficiência renovando seus maquinários obsoletos. Outro fato importante é que a Secretaria de Finanças fiscalize melhor esse setor que tem um histórico bem peculiar no que tange a questão tributária.
Nota : O leitor é engenheiro agrônomo MBA-Marketing pela USP, tem criação de gado no Noroeste e Amambai MS.
Pedro Branco, de Londrina: Parabéns pela coragem em publicar no último sábado o texto do sr. Marcelo Favarão, que denuncia os descontos aplicados ao agricultor no momento da entrega do produto ao comprador. Este grito de cidadania do sr. Marcelo demonstra que o produtor rural e seus representantes estão conscientes do potencial e da sua importância tanto no cenário nacional como internacional. O repúdio a este sistema de fraudes também evidencia cada vez mais a nossa força de produção e negociação. Porém, é importante ressaltar que além do milho, outros produtos agrícolas como a laranja, a soja, a carne e o trigo também são alvos da cobrança indevida (desconto por umidade ou impureza). E, para finalizar, eu faria apenas uma pequena mudança na conclusão do sr. Marcelo: muitos compradores alegam que esta prática (leia-se roubo) é comum.
Nota : O leitor é engenheiro agrônomo e diretor de Atividades Agrícolas da Sociedade Rural do Paraná.
Edson L. C. Pompi, de Cascavel: Sobre o desconto de umidade do milho, denunciado nessa coluna pelo dirigente Marcelo Favarão (3/2). Como produtor, desejo que ele vá em frente e que todos nós o apoiemos. É uma vergonha, está nas nossas gargantas há muitos anos. Finalmente, alguém, com coragem, decide mexer na ferida. Parabéns, Favarão.
Carlos A. T. de Almeida, de Barbosa Ferraz: Numa mesma semana ouvi e li reclamações sobre a ineficiência e a burocracia do governo. Na sexta, 2, ouvi de um consultor de empresas estrangeiras estabelecidas no Brasil que as mesmas estão com seus projetos de expansão em suspenso por causa da morosidade da burocracia na obtenção de registros, certificados e outros documentos junto aos órgãos e repartições brasileiras, o que traz empecilhos às exportações. Sábado, 3, leio entrevista do analista José V. Ferraz, dizendo coisas idênticas. Ferraz indignou-se com o que chamou de diplomacia punho de renda. Concordo plenamente e digo até mais punho de renda é a filosofia de nosso governo FHC. É inadimissível o que o Canadá fez. Nosso rebanho bovino tem qualidade, o que falta em escala aos burocratas, diplomatas e negociadores deste nosso governo punho de renda.
Moisés de Godoy, de Londrina: Contribuição ao Sebrae - vem sendo reconhecida na Justiça a inconstitucionalidade dessa contribuição para as empresas de pequeno e médio portes. É o que, na nossa análise, a exigência, por lei ordinária, instituída pela lei nº 8.029/90, constitui hipótese de imposição não ressalvada pelo artigo 240 da Constituição. Sugere-se aos contribuintes que ajuizem mandado de segurança para o efeito de suspender a exigibilidade dessa contribuição, que é mais uma investida ilegal no patrimônio financeiro das empresas.
Nota O leitor é advogado e foi Procurador da Fazenda (e-mail:[email protected]).
Milton A. Silva, de Terra Roxa: Gostaria que ao informar o fechamento da Bolsa de Chicago (soja) fossem acrescentadas as cotações dos três próximos meses e não apenas as do mês de maio.
Nota: 1) Escolhemos maio por ser o mês em que ocorre maior densidade de fechamento de contratos e as vendas no físico, no Paraná; isso não impede que incluamos contratos com vencimento em outras datas. Há reclamações também de Ponta Grossa e Maringá. 2) O leitor Milton da Silva é ex-diretor da Cooperavale e também planta soja em Rio Verde, Goiás, cuja colheita começa na próxima semana.





