O controle - artificial - da inflação no Brasil (à custa de mecanismos que inibem a demanda) pode ser representado pela pressão do governo sobre uma mola espiral. Sem o peso (o Malan deve calçar nº 44 bico chato), a mola pula alto.
Mas agora pode pular mesmo pois o governo vai encontrar nas variáveis externas o bode expiatório que precisa para altas de preços. Juros e dólar são os anti-âncoras desse refluxo.
A justificativa oficial já começou com a ata da útlima reunião do Copom, Comitê de Política Monetária. A informação ontem era a seguinte: os indicadores econômicos mostram que o crescimento está ocorrendo ‘‘de forma equilibrada’’ e não há sinais de ‘‘pressões sobre os índices de preços’’.
Não é bem assim, como os indicadores vão mostrar ainda neste semestre. A atenção está voltada para a valorização do dólar. O crescimento firme da economia tem exercido impacto sobre a balança comercial, cujo saldo vem declinando, influenciando as expectativas no mercado de câmbio’’.
Mas, na verdade, há grande temor do impacto (logo, logo transformando em efeito dominó) do câmbio e dos juros. Tanto que o Copom deve desistir de reduzir os buros básicos, como já ococorrera na última reunião, dias atrás. Isto se não decidir pelo aumento da taxa. Neste semestre, a equipe econômica vai se mover como em areia movediça; depois de junho só Deus sabe.
E mais: como já foi previsto aqui, a redução do preço do petróleo vai ser adiada, parcelada, pulverizada, tudo, menos repassada dentro dos percentuais (em torno de 6,5%) anunciados no início do ano. Matéria na 1ª. páginas deste acderno.

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