Oswaldo Petrin
Começa amanhã e vai até sexta-feira o 2º Seminário Técnico do Trigo. Hoje, às 20 horas, haverá cerimônia de abertura no Hotel Sumatra. Na terça-feira, os trabalhos começam às 8 horas no Centro de Treinamento do Iapar.
A promoção é da Embrapa. No comando da organização estão os pesquisadores Sérgio Roberto Dotto, presidente da Comissão Organizadora, e Luiz Campos, do Iapar, que apóia o evento. Este ano, além da área científica, o seminário pretende reunir representantes da indústria e do comércio.
Na mesma oportunidade será realizada a 16ª Reunião da Comissão Centro-Sul Brasileira de Pesquisa de Trigo, um debate tradicional que reúne os especialistas da área de genética e outros conhecimentos da planta.
Em entrevista à repórter Ana Paula Nascimento, na semana passada, os pesquisadores Sérgio Dotto e Campos garantiram que trigo é a cultura mais econômica no inverno. Ninguém melhor que a pesquisa para fazer esta afirmação. Dotto fala mais: o mercado está promissor, principalmente porque a última colheita do trigo argentino caiu de qualidade pelo excesso de chuva que tiveram no período de cultivo, explicou Dotto.
Também a Abitrigo, que representa a indústria, está apoiando o aumento da produção nacional. O documento Estratégia para Recuperação da Triticultura, elaborado por técnicos da Abitrigo, Apasem, Embrapa, Iapar, Ocepar e Seab, contendo sugestões para o plantio da safra 2001, foi entregue ao Ministério da Agricultura que está analisando a proposta.
A Abitrigo rechaça afirmações de que as indústrias se beneficiam da importação da matéria-prima. O alongamento dos prazos dos financiamentos das importações do trigo, vigentes em 1997 e 1998, foi determinado pela legislação imposta pelos órgãos da área econômica do governo federal, esclarece a Abitrigo.
Segundo a entidade, esse normativo - ao contrário das levianas insinuações - proporcionou elevados prejuízos aos moinhos em decorrência da desvalorização cambial verificada em janeiro de 1999.
Nada melhor que os números negativos dos balanços das indústrias moageiras de 1999 para comprovar isto, argumenta a Abitrigo. Atualmente, os prazos de financiamento das importações de trigo são inferiores aos fixados pelo Banco Central para os descontos de Notas Promissórias Rurais (NPR) e contratação de EGFs utilizadas pelos moageiros na compra do produto nacional - compara a Abitrigo.





