Oswaldo Petrin
O governo brasileiro que já havia deixado entrever, dias atrás, que a redução no preço do petróleo não será mais nos percentuais previstos, teve ontem mais um motivo (ou seria pretexto) para reduzir o sonhado diferencial em favor dos consumidores.
É que ontem o preço do petróleo ultrapassou os US$ 30 no mercado internacional:
A queda dos estoques de gasolina nos EUA, a previsão de temperatura mais baixa no Nordeste norte-americano e a explosão de um carro-bomba em Jerusalém levaram hoje o preço do petróleo a subir pelo segundo dia consecutivo.
Durante a maior parte do dia, em Londres, o barril foi negociado com a cotação mais alta em dois meses.
No mercado londrino, o preço do petróleo brent, referência no internacional, ficou acima dos US$ 30 pela primeira vez desde 4 de dezembro.
Chegou a US$ 30,36, mas, no final do dia, recuou um pouco e encerrou a US$ 29,90, em queda de 0,17%.
Em Nova York, o preço do petróleo terminou o dia cotado a US$ 31,59 o barril, em alta de 1,25%, depois de ter sido negociado a mais de US$ 32 durante a tarde.
Desde o começo da semana, o mercado reagia ao anúncio do Instituto Americano do Petróleo de que os estoques da gasolina haviam recuado.
Ontem, um novo relatório aumentou o receio do mercado. O Departamento de Energia dos EUA informou que a procura por petróleo e derivados em janeiro chegara aos 20,3 milhões de barris ao dia, o volume mais alto para o mês desde 79.
A demanda por gasolina alcançara o nível recorde de 8 milhões de barris ao dia.
Analistas afirmaram ontem (Agência Folha/Josélia Aguiar) que, além da queda dos estoques e do aumento do consumo, o mercado também repercutiu a explosão de um carro-bomba em Jerusalém. Existe o receio de que aumente a violência no Oriente Médio, região onde se concentra a maioria dos principais países-produtores.
O preço do petróleo acumula alta de US$ 4 depois que, em janeiro, a Opep decidiu cortar a sua oferta a fim de evitar que os preços caíssem muito depois que o inverno acabasse no Hemisfério Norte.





