Oswaldo Petrin
Marcelo L. A. Favarão, de Campina da Lagoa: Em todo início de safra o agricultor tem preocupações, seja com o preço do produto, o valor do frete ou o que plantar após a colheita. No entanto, recentemente, alguns associados deste Sindicato (Sindicato Rural de Campina da Lagoa) descobriram mais um motivo de preocupação, que a meu ver está ocorrendo em todo o Paraná. São os descontos realizados no momento da entrega do produto ao comprador.
Como todos sabem, o produto colhido não está pronto para ser armazenado imediatamente. Para isso deve passar por uma limpeza e posterior secagem. É retirada uma amostra representativa do caminhão para que seja medida a quantidade de umidade e de impurezas contidas nestas cargas, pois não seria justo para o comprador pagar por água ou sujeiras vindas da lavoura.
Mas para muitos comerciantes de cereais esta noção de justiça pára por aí mesmo já que descontam do produtor a umidade das impurezas. Vou explicar melhor, através de um exemplo prático. Quando um agricultor leva 10 toneladas de milho, vindo da lavoura ao comprador, ele retira uma amostra após a pesagem do caminhão e mede a impureza e a umidde desta carga, então ele efetiva os descontos. O que acontece é que primeiro ele mede a umidade da carta toda, inclusive a impureza nela contida, ou seja, das 10 toneladas. Mas o produtor não tem essa quantia. Se a carga tiver 2% de impurezas, ele estará entregando 9,8 toneladas de milho, e é desta quantidade que deve ser descontado o percentual de umidade.
Simplificando: o correto é medir primeiro a impureza, descontando-se o valor achado da quantidade total, e após, aí sim, mede-se e desconta-se a umidade da quantidade restante. Isto é justo.
Muitos compradores alegam que esta prática é comum, mas com uma breve consulta ao dicionário, todos poderão ver que comum e justiça não são sinônimos.
Nota: Marcelo Luiz Anizeli Favarão é presidente do Sindicato Rural de Campina da Lagoa (Centro-Oeste do Paraná).
Alcides S. Péccora, de Manoel Ribas: A Folha tem que dar mais notícias sobre o mercado de boi magro e bezerros. Este negócio, dentro do negócio da pecuária é o que mais carece de informações porque tudo aqui gira em torno do se (se o atacado conseguir colocar todo estoque; outros falam: se aumentar a exportação, ou se houver consumo do boi gordo, para o preço do magro melhorar.... A Folha até que vinha suprindo essas informações, mas tem que ser constante. Mercado se faz todos os dias. E o mercado de reposição pode mudar só porque houve ou vai haver um simples leilão na cidade mais próxima.
Marcos A. Oliveira Ferro, Nova Londrina: Se o Brasil não quiser levar a maior invertida no mercado de carne, e se ainda tem mesmo a pretensão de exportar mais, então que trate de matar no ninho essa farsa da União Européia de nos colocar como risco 2, entre os países de risco da vaca louca. O governo e as lideranças estão demorando muito para agir com respostas à altura, embora tenha sido rápido nas medidas sanitárias.





