Todo cuidado com relação à sanidade é válido, qualquer que seja o motivo, a pressão ou pretexto. A saúde dos consumidores agradece.
No entanto, no caso da vaca louca, a atitude dos países da UE deixa entrever tratar-se mais de uma preocupação econômica do que outra coisa. A Europa insiste em incluir quase todos os países entre área de risco, fixando lá alguns critérios próprios de probabilidade e riscos.
A questão comercial permeia as decisões de tomar medidas preventivas na área de saúde. A globalização substituiu barreiras comerciais por barreiras sanitárias.
O Brasil que se cuide, se ambiciosa ampliar seu espaço no mercado internacional.
A UE avalia atualmente Brasil, Colômbia, El Salvador e Nicaragua, dentro de um grupo de 30 países, depois de ter considerado Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai como pouco prováveis de estarem afetados pela doença da vaca louca.
O comitê científico diretor da UE apresentará o relatório sobre o assunto no final de março. Os países são classificados em quatro categorias: risco pouco provável, pouco provável mas não excluído, pouco provável mas não confirmado ou país de risco com vários casos de encefalia espongiforme bovina (EEB).
Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai foram examinados em julho de 2000 quando foram catalogados como ‘‘de risco pouco provável’’.
Junto com estes quatro países foram classificados na mesma categoria Austrália, Nova Zelândia e Noruega, enquanto que Canadá e Estados Unidos foram incluídos na segunda categoria e a Suíça, na terceira.
Conforme a France Press, dia 1 de abril entra em vigor a medida segundo a qual terceiros países deverão exportar para a UE apenas animais dos quais tenham sido extraídos os materiais de risco não permitidos, como a coluna vertebral, proibida segunda-feira.
Embora até o momento, não haja nenhum caso de vaca louca registrado na região, Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai, Peru, Nicarágua e Colômbia reduziram as importações de gado bovino, carne, derivados ou farinhas de origem animal de vários países europeus afetados ou puseram em marcha mecanismos de controle.
Embora os países latino-americanos tentam fazer com que a enfermidade não atravesse suas fronteiras, a UE acredita, no entanto, que estes países poderiam vir a ser afetados por importarem gado ou farinhas européias nos últimos anos.
Na UE este ano, o consumo de carne de gado deverá baixar entre 10% e 12%, enquanto que as exportações não representarao mais que 60% das do ano passado, o que deixaria um excedente de 800.000 toneladas.

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