Oswaldo Petrin
Victor J. Miola, de Foz do Iguaçu: Solicito a sua colaboração em informar-me número de telefones e e-mails de empresas, corretores ou mesmo bolsas que comercializem café para exportação. Estou em contato com cliente interessado em importar. Necessito informações deste mercado como: tipo, preço, embalagens, classificação, logística, condições de pagamento, modalidade de venda, enfim todos os trâmites e providências para viabilizar o negócio.
Do leitor Pigatto,
de Curitiba:
País não suportou
o custo dos
privilégios
Quero destacar que somos assíduos leitores diários de sua coluna diga-se de alto grau técnico e ético, com informações importantes do agrobusiness.
Resposta: sugerimos entrar em contato com as bolsas para falar com corretores que operam no Paraná:
- Bolsa de Curitiba: (41) 335-3322, fax (41) 335-8660, e-mail: bmprªterra.com.br.
- Bolsa de Londrina: (43) 324-4004, e-mail:bcmlªonda.com.br.
- Bolsa de Maringá: (44) 266-2121, e-mail: bolsamgaªwnet.com.br
- Aos corretores interessados informamos o telefax do sr. Victor José Miola: (45) 523-2316 .
Adroaldo A. Bombardelli, de Medianeira: Tantas coisas boas acontecem nas cooperativas e a imprensa não divulga com a mesma ênfase como o abundante espaço destinado a possíveis escândalos que sequer foram apurados...
Ruy Pigatto , de Curitiba: Na condição de agropecuarista e assinante da Folha do Paraná, me acostumei a ler e me informar em sua bem embasada coluna do caderno Folha Economia. Também me agrada uma característica sua, de um certo não alinhamento com o consenso de seus colegas de mídia, principalmente a turma da tv...
Isto dito, gostaria de, aproveitando esta sua veia de não alinhado, e
expor minha visão sobre nosso futuro como país, como já fiz em outras
oportunidades. Honestamente e sob minha ótica, acho que não temos futuro e jamais sairemos de nossa situação caudatária, a não ser que, por um ato quase divino, um dia venhamos a desatar nosso NÓ PREVIDENCIÁRIO.
Veja: se somarmos os déficits da Previdência nos últimos 20 anos, teremos o exato tamanho de nossa dívida pública (interna e externa) algo como R$ 500 bilhões. Pagamos em 99 cerca de R$ 75 bilhões de serviço (sic) desta dívida. O déficit da Previdência de 2.000 foi de R$ 52 bilhões. As projeções são de que entre 2.015 e 2.020 estes números saltem para R$ 150 bilhões e R$ 100 bilhões, respectivamente.
Quem criou este déficit? As aposentadorias do setor público. Quem administra nossas finanças? Os mesmos que dela se beneficiam. Podemos ter esperanças de as coisas mudarem no futuro? Absolutamente, a não ser que esperemos que a cobra morda o próprio rabo, contrariando tudo o que têm feito em favor do empreguismos de filhos, filhas, noras, genros, amigos, amantes, etc.
Podemos, sim, afirmar que nossa dívida pública é fruto de privilégios auto-
concedidos por uma minoria de brasileiros, através de aposentadorias
privilegiadas do serviço público, Fundos de Pensões, distribuição de
cartórios, férias forenses, recessos remunerados e um arsenal imaginado
por décadas de ação de nossos presidentes, governadores, deputados,
senadores, prefeitos, chefes, chefinhos, chefetes que com suas espertezas imaginaram e criaram um estoque de direitos adquiridos no Executivo, Legislativo, Judiciário, estatais, etc.
Lamentavelmente, o País não conseguiu suportar o ônus, então, simplesmente apelou-se para o endividamento público, e aí uniu-se a ganância do setor financeiro com a desfaçatez de nossos administradores públicos.
Você imaginou o que poderíamos ter feito pela educação, segurança, transportes, política agrícola, etc., com os cerca de R$ 127 bilhões?
Vendeu-se o Banespa em uma operação glorificada pela mídia por seu
volume. O que isto representou na realidade? Menos de 2 meses do
déficit previdenciário do mesmo ano da venda. A venda da Vale pagaria um
mês deste déficit. O que festejamos então? Festejamos fumaça, pois de
real em termos de progresso pouco existe.
O que sinto é a compressão cada vez maior dos setores realmente
competitivos e produtivos como a agropecuária, em benefício de tarifas
públicas (petróleo, gás, telefones, energia elétrica, pedágios, Aumento
de tributos, etc), e um persistente aumento do endividamento do país sem a contrapartida de um crescimento real.
Resolvi passar este desabafo, também em função de seu artigo O bolo
invisível , que muito bem retrata a situação de nossa economia, que não creio venha a se modificar jamais, continuando as coisas como estão. Infelizmente é assim que vejo as coisas e isto não ajuda em nada meus desejos de um futuro melhor para meus descendentes.





