Oswaldo Petrin
A semana começa prometendo novidades no mercado da soja, antes mesmo da divulgação do relatório do Usda, previsto para o dia 11.
A previsão é de que o mercado resolva reagir em cima de pelo menos dois fatores: a) efeito retardado da redução dos juros de 6,5% para 6%, na semana passada. Agora sim os grandes fundos de pensão migrariam para o mercado de commodities agrícolas, diante do estreitamento temporário do mercado financeiro, b) nova avaliação da demanda de farelo pela União Européia por conta da suspensão (por seis meses a contar do dia 1º de janeiro) da ração à base de farinha de osso.
O episódio vaca louca (encafalopatia espongiforme bovina, ESB) também aumenta a demanda de frango e outras carnes, incluindo suínos e isto implementa a demanda de ração. Há na realidade uma acomodação de de mercados que vai abringo nichos para sucedâneos.
Exemplos mais recente é o da Austrália e Nova Zelândia que cortaram até a salsicha alemã (ver abaixo).
O fato é que a substituição da farinha de osso - agente da bactéria causadoura da doença - no arraçoamento do gado europeu está permeando o mercado de substitutos. Ora é a UE que substitui a ração tradicional pela ração vegetal; ora os próprios europeus que substituem suas carnes bovina pelas de outros países. E ainda tem a postura de outros países que suspendem a compra de carnes da Europa.
Outros mercados como o milho aguardam o efeito psciológico das tentivas de exportação por parte de cooperativas do Paraná. Ou de um milagre que seria o governo anunciar medidas para enxugar o mercado.
O arroz ainda tem um diferencial para repassar ao varejo da alta ao produtor na semana passada, depois de pelo menos 18 meses de estabilidade. O feijão, que teria motivos para alta, com a redução da safra, na verdade não consegue repassar o aumento para o consumo.





