Luiz A. C. Medeiros, de Santo Antônio da Platina: ‘‘A ordem econômica emanada do sr. Pedro Malan acenou com uma série de agrados e soluções para o setor produtivo - e para o agora chamado de agronegócios. Mas com tanto atraso, fomos todos levados a acreditar que a melhoria viria no final do ano; digamos no limiar do novo milênio. (Pura ilusão).

Assim, o livre comércio seria a abertura de portas para os nossos produtos. Mas o que funcionou foi a entrada da mercadoria dos outros. No milho, comprariam nossa produção, antes que os preços viessem abaixo, como está acontecendo agora. Foi promessa.
No café, liberariam recursos para recuperação do que restou da geada. Não veio.
Agora que o ano termina, tudo o que vemos pode ser representado como a obra de uma rodovia em que nos prometeram pavimentar com asfalto, mas...nada.
Exatamente na virada do ano - isto é na travessia para o lado de lá do século e do milênio -, não houve tempo de construir uma boa ponte. Então improvisaram um mata-burros e nossa comitiva não passa, porque em comercialização, marketing e competitividade, ainda andamos sobre lombo de burro.
Desculpe a figura de linguagem mas é assim que nos vemos: carroceando no acostamento da auto-estrada do Mercosul. Pelas excelentes pistas deslizam a toda velocidade os manufaturados e os produtos argentinos’’.
Lázaro F. Baccaro, de Ponta Grossa: ‘‘Parabéns pela reportagem ‘‘Batata social e ecologicamente correta consegue melhor preço’’ (27/12/00). Será mesmo que alguém consegue produzir batatas (logo batatas?) sem agrotóxicos? Trata-se de produto exigente em agroquímicos. Serei o primeiro a ‘‘limpar’’ as gôndolas do Carrefour’’.
Carmínio R. Cardoso, de Campo Mourão: ‘‘No cipoal de índices medidores do desenvolvimento econômico, vejo tantos setores a crescer e a agricultura a definhar. Só não consegui entender como apuraram tanto desenvolvimento econômico de uma vez.
Não se trata de abraçar a mesma causa de defesa da produção agrícola, até porque é fácil entender o baixo crescimento dos preços do setor, comparados à média geral da inflação do ano que passa. Todos sabemos como foi desde o início do Planto Real.
Porém, o que não consigo entender mesmo (e neste ponto sua coluna também lança dúvidas sobre a realidade e as médias dos índices) é como se consegue desenvolvimento sem salário, sem renda agrícola, sem espaço para compras e, consequentemente, para vendas.
Também não entendo a mágica do aumento do consumo, sem melhorias de salário e do nível de emprego, ainda que produtos da cesta básicas estejam tão baixos,
pois a composição maior é de produtos agrícolas. Pior é que vejo gente da produção endossando isto.
Só sei que nas últimas semanas houve um bombardeio de índices positivos. Antes assim.
Mas, para ser bem sincero, tenho muitas dúvidas sobre os mais recentes índices de oferta de emprego. De repente a indústria começou a admitir. Na agricultura ocorre justamente o oposto há muitos anos. Como vivemos de sonhos, estou preparado para mais um desses que a genta paga para ver. O governo fará ajustes ‘‘para baixo’’ - como dizem os técnicos - dos preços da gasolina e vai rever os preços a cada três meses. Pelo jeito Papai Noel não está nada consado e vai esticar suas generosas visitas durante o ano inteiro. Acredito nele, e, portanto, vou deixar para abastecer o carro e o isqueiro após a primeira redução, mesmo que ela ocorra daqui a três meses’’.

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