-A segunda prévia de julho do Índice Geral de Preços do Mercado (IGP_M) registrou estabilidade absoluta ao registrar variação de 0,00%, conforme informou ontem a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Na segunda prévia do mês passado, o IGP_M tinha apontado alta de 0,69%. O Índice de Preços por Atacado (IPA), que representa 60% do IGP_M, teve deflação de 0,50%, enquanto que no período anterior havia mostrado elevação de 0,26%. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), com peso de 30%, subiu 0,50% (na segunda prévia do mês passado foi de 1,29%). Neste índice, houve deflação em dois grupos: alimentação (-0,93%) e despesas diversas (-0,42%). As maiores variações no varejo ocorreram com os grupos transportes (2,78%), vestuário (1,84%) e saúde e cuidados pessoais (1,42%).
-O índice Nacional de Custo da Construção (INCC), com peso de 10% no IGP_M, registrou alta de 0,91%, ligeiramente menor que a do mesmo período do mês passado (0,97%). Os preços foram captados de 21 de junho a 10 de julho e comparados com a média dos preços entre 21 de maio e 20 de junho. (AE).
-Vista através deste indicador a economia está tranquila. Mas preços não são o único parâmetro aferidor da saúde econômica. O País vive momento de aflição cambial, por exemplo. Ainda ontem, apesar da Bolsa de Valores de São Paulo, os mercados futuros de juros e dólar operaram com relativa tranquilidade. No mercado de câmbio da BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros), houve inclusive queda das cotações para entrega futura. O dólar para entrega em setembro, por exemplo, recuou 0,02%, para fechar a R$ 1,092, conforme a ‘‘Agência Folha’’. As taxas projetadas para os meses até setembro fecharam no mesmo nível do dia anterior.
-Houve alta para os meses mais distantes. Para novembro, por exemplo, a
taxa projetada fechou a 1,72%, contra 1,66% na quarta. Nesse caso, segundo operadores, a alta se deu porque ainda há muita dúvida sobre o que pode acontecer com os países asiáticos e as consequências com relação ao Brasil.
A alta de 8,8% da Bolsa de Valores de São Paulo, registrada na quarta-feira, não refletiu o desempenho do grosso dos negócios. E isso porque o índice da Bolsa paulista acompanha apenas a variação das cotações, sem ponderar pelo volume dos negócios.
-Ou seja, se foram negociados R$ 100 milhões de Telebrás, por exemplo, a R$ 165,0 e depois houve um negócio de R$ 100 mil a R$ 160,0, o índice
apresentaria, apenas nesse intervalo, queda de 3%. Nesse caso, no entanto, não seria levado em conta o fato de que, para o mercado, o preço mais realista seria o de R$ 165,0. Cálculo de um banco estrangeiro que tratou de ponderar pelo volume negociado chegou à seguinte conclusão: na quarta-feira, a média dos negócios registrou alta de apenas 1,5%, número muito inferior aos 8,8% do Ibovespa.ITR/prazo
O início da cobrança do ITR foi adiado para 15 de setembro. O prazo se estende até 31 de outubro. A mudança foi comunicada ontem à Faep pela Receita Federal. O prazo anterior ia até 29 de agosto.
Cuidado
Pelas novas regras o contribuinte terá que fazer o cálculo do Valor da Terra Nua (VTN), que é a base de cálculo para fixação do imposto. A nova declaração exige muita atenção, alerta a Faep.
Nova alíquota
Pagamento será feito com base na nova alíquota. A Faep, nas últimas semanas, apressou o calendário de cursos sobre o ITR e promoveu treinamento dos funcionários de todos os sindicatos rurais.
Como fica
O ITR não subiu para propriedades com grau de utilização acima de 80%; foram mantidas as alíquotas de 96 - 0,03 e 0,45. Para as demais o aumento médio foi de 300%. ‘‘Quanto maior e mais produtiva for a propriedade, menor será o imposto’’, observa Dalton Rasêra, da Faep.
Modelo IR
Os proprietários rurais devem procurar os sindicatos, que estão aptos a orientar sobre a declaração do ITR que agora terá o mesmo procedimento do Imposto de Renda.

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