Depois de o Comitê de Política Monetária (Copom) reduzir os juros básicos, na quarta-feira, ontem foi a vez da redução, pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), das taxas anualizadas, as taxas de longo prazo, cobradas no comércio.
A Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) cai de 9,75% para 9,25%, entre janeiro e março próximos. Foi decisão do Conselho Monetário Nacional (CMN), ontem. A queda na taxa será possível graças à meta de inflação mais baixa do próximo ano. Em 2001, o alvo foi fixado em 4%, contra 6% neste ano.
O outro fator que o BC leva em consideração ao fixar a TJLP, o chamado risco Brasil. É quanto os investidores estrangeiros cobram para emprestar ao país, permaneceu constante em 5,25% no período.
A queda da TJLP beneficia o setor produtivo, principalmente as empresas que tomam empréstimos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
O país chegou perto, mas não conseguiu fechar o ano com juros reais (descontada a inflação) de um dígito, como queria a equipe econômica.
Mas, para o presidente do BC, Armínio Fraga, o melhor caminho para calcular juros reais é considerar a taxa de juros básicos esperada pelo mercado em 2001 (15% anuais) e descontar a inflação projetada para o mesmo período (4,3%). A taxa real seria então de 10,26% anuais.
Fraga não descartou a possibilidade de, nos próximos dias, a taxa real cair para um dígito. Como o corte dos juros básicos foi maior que o esperado pelo mercado, é provável que os analistas revejam sua perspectiva para os juros em 2001.
Segundo a Agência Folha Folha, o CMN também autorizou o ingresso de três instituições financeiras com participação acionária estrangeira no sistema financeiro nacional.
A General Motors Corporation recebeu sinal verde para abrir uma companhia hipotecária, um tipo de empresa que financia projetos habitacionais.
É a primeira vez que uma empresa estrangeira entra no setor. A expectativa é que eles tragam dinheiro ao Brasil para financiar a classe média na compra de imóveis.
A Transamérica Comercial Finance, com sede nos Estados Unidos, recebeu autorização para comprar a Gerdau Leasing, e a Schroders, das Bermudas, poderá aumentar de 40% para 100% sua participação na Schroders Monteiro Aranha Distribuidora.

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