-O presidente mundial da Parmalat, Calisto Tanzi, inaugurou ontem, em Carazinho (RS), o 20º parque industrial da multinacional italiana no Brasil. Com 20 mil metros quadrados de área construída e equipamentos de última geração, a fábrica de Carazinho (300 quilômetros ao norte de Porto Alegre) é a
maior da Parmalat no Sul. No local, são produzidos leite em pó, leite longa vida, leite pasteurizado, manteiga e creme de leite. O investimento na unidade foi de US$ 25 milhões.
-Tanzi disse ontem ao repórter Carlos Alberto de Souza, da ‘‘Agência Folha’’, que ‘‘o Brasil é um país que reúne todos os requisitos para um investimento seguro’’. A unidade está localizada no maior entroncamento viário da região, pela qual passam rodovias que permitem acesso aos países do Mercosul. O governo gaúcho, que concedeu incentivos para a implantação do complexo industrial, disse que a produção da bacia leiteira que abastecerá a Parmalat é composta de 20 mil famílias. A unidade emprega 243 pessoas.
-Há 20 anos no Brasil, a Parmalat opera em 15 Estados, empregando 7 mil
funcionários. No ano passado, o faturamento da empresa no país foi de US$ 1,070 bilhão. Há quem diga que uma das metas da Parmalat é entrar firme no Paraná. Produtores e consumidores vão adorar.
- Duto pelo Real Diante das primeiras ameaças, ainda que tímidas, de comprometimento do Plano Real (a dívida pública abocanha o governo e as reformas que deveriam estancá-la não saem) o presidente FHC deu um recado estratégico: os recursos das privatizações serão destinados, ‘‘de uma maneira obsessiva’’, para assegurar o controle das finanças públicas. Este foi o principal recado do presidente Fernando Henrique Cardoso, ontem, durante a sanção da Lei Geral das Telecomunicações.
-Tudo é válido para garantir a estabilidade econômica, e a Nação, que sofre resignada com o desemprego, é cúmplice. Não tem saudade da inflação. Se a falta de avanço nas reformas ameaça o Real a longo prazo, que as privatizações pelo menos lhe dêem a sobrevida necessária até as eleições. Tecnicamente o governo é competente, mas em matéria de decisão (política) rumo à modernidade, tem tido mais sorte do que juízo.
-Não há segredo nesta prioridade ao Plano, custe o que custar. Ontem FHC destacou que seu compromisso fundamental, pelo qual foi eleito, foi o de garantir a estabilidade da moeda. ‘‘Foi o de garantir que haja possibilidade de que o salário do trabalhador não seja corroído pela inflação, nem o da classe média, nem que os ativos do País e das empresas sejam consumidos numa fogueira incontrolável, quando realmente, o vento sopra no mesmo lado, ladeira abaixo dessa espiral inflacionária’’, disse. ‘‘Isso não vai voltar.’
-Não dá para discordar. Ou dá?Mandioca

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