O preço da soja encostou ontem na ‘‘barreira psciológica’’ dos US$ 10,00/saca. No Oeste -e demais regiões do Paraná - diz-se que este referencial de preço tem o poder de separar a decisão de vender ou segurar o produto. Convenhamos que a média histórica está bem acima: US$ 10,40.
Ontem muita gente fixou preço para a nova safra: entrega e recebimento em maio. Desde início de agosto isto não acontecia. Além das vendas antecipadas, o mercado físico também sentiu o impacto e fechou alguns lotes a R$ 21,00/saca em Cascavel. Em Ponta Grossa até R$ 21,70.
A força para o mercado da soja veio do mercado de câmbio, com o dólar comercial chegando a R$ 1,972.
Chicago também ajudou. Embora tivesse fechado em baixa, a Chicago Board of Trade (CBoT) trabalhou em alta o tempo todo e teve momentos em que sustentou 7 cents de alta. Foi quando o mercado interno chegou nos picos mencionados.
A especulação (no bom sentido) da síndrome da ‘‘vaca louca’’ também contribuiu. A Alemanha diagnosticou dois casos em seu território. Logo a Alemanha que, dentro da União Européia, estava resistindo à idéia de substituir ração à base de farinha de carne pelo farelo de soja.
O governo brasileiro tomou uma medida que referenda a suspeita em torno do mal da ‘‘vaca’’ ao suspender a importação de animais vivos, tripas e carnes bovinas e ovinas da França, Alemanha, Espanha e Portugal. Países onde vêm ocorrendo casos da doença.
Cada vez que um País toma algum tipo de precaução contra a ‘‘vaca louca’’ aumenta a especulação em torno de uma possível suspensão do uso da farinha de carne e osso, em favor do farelo de soja.

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