Oswaldo Petrin
Tarifas: sem acordo
- Quem apostou numa abertura de mercado, com a redução das medidas protecionistas por parte de União Européia, Estados Unidos e Japão, errou e vai ter que esperar a virada de século e mais alguns anos. É que a reunião de Cingapura da Organização Mundial do Comércio, que termina hoje, não apresentou a menor evolução. A UE continua sisuda e o Canadá ainda ameaçou o Brasil num outro campo fora da agricultura, o do mercado de aviões comerciais. Agroindústrias, cooperativas e por extensão seus produtores, esperavam uma nova performanece nas exportações dentro de três anos, como fruto da reunião de Cingapura. Negativo.
- Brasil e Argentina sofreram um novo revés onte, como conta o enviado especial da Agência Estado, Paulo Sotero. Uma tentativa de conseguir uma menção especial ao tema na declaração final do presidente da reunião, depois que a União Européia bloqueou sua inclusão no comunicado final do encontro, foi frustrada pela decisão cancelar tal declaração. Diante disso, diplomatas brasileiros e argentinos empenhavam-se ontem para negociar um comunicado do grupo de Cairns, integrado por 15 grandes exportadores de produtos agrícolas, afirmando a importância do cumprimento por todos dos compromissos de liberalização da agricultura assumidos na Rodada Uruguai.
- Após quatro dias de árduas negociações, os Estados Unidos, a União Européia, Canadá e Japão anunciaram hoje um acordo preliminar para eliminar tarifas sobre produtos de tecnologia de informação até o ano 2000. Iniciativa dos EUA, o acordo é principal resultado da primeira reunião ministerial da Organização Mundial de Comércio, que terminará amanhã com uma declaração final aguada.
- Talvez por essa razão, o anúncio foi um pouco inflado. A rigor, até hoje persistiam diferenças entre os europeus e os americanos sobre o ritmo do processo de abertura do mercado de semi-condutores. Os europeus insistem num cronograma mais flexível e continuarão a negociar este tópico com os EUA até meados de março, o prazo final fixado para o anúncio dos termos definitivos do acordo. Até lá, os negociadores americanos disseram que esperam aumentar o número de países asiáticos dispostos a aderir. Computados os que já assinalaram essa disposição, o acordo abrangia hoje 85% dos produtores de produtos de informática. O objeto é atrair a Malásia para o acordo e elevar esse número para 90%.
- A abertura do mercado internacional de informática envolve cerca de quatrocentos produtos e um comércio de US$ 600 bilhões por ano. A representante especial de comércio da Casa Branca, Charlene Barshefsky, que está em campanha para manter-se no cargo no segundo governo Clinton e apostou tudo no acordo, disse que a redução de tarifas que ele produzirá, embora grande, é apenas uma parte dos benefícios. Por causa do uso crescente dos produtos que serão liberalizados em várias outras indústrias, a eliminação das tarifas aumentará a eficiência da produção, reduzirá preços em muitas outras áreas e produzirá ganhos não apenas para as empresas de informática, mas para toda a economia.
Leite
- A produção brasileira de leite fecha o ano com crescimento de 7,3%, ou 19,021 bilhões de litros, prevê a Associação dos Produtores de Leite B. Em 95 o crescimento havia sido de 12%. O consumo per capita anual passou de 96 litros antes do Plano Real para 130 litros este ano.
Redução
- É esperada redução de 5% no pasteurizado. Serão 20% menos no tipo A, 12% no B e 5% no C. Além do maior comércio informal, a mudança também é atribuída ao longa vida, que não se enquadra na classificação tradicional. 40% do leite produzido no País é clandestino.
Longa vida
- A Associação do Longa Vida avalia que a participação no mercado passou de 25% no ano passado para 38% este ano, atingindo 1,7 bilhão de litros, crescimento de 65% em volume. Para o próximo ano a expectativa é ampliar a fatia para 48%.
Boi SP
- O preço do boi gordo à vista caiu 0,26% ontem em SP, com a cotação de R$ 23,01/arroba. Em dólar, o preço caiu 0,22% e ficou em US$ 22,20. A prazo, o preço subiu 0,04% e ficou em R$ 23,75. Os dados são da Esalq/USP.
Açúcar
- O preço disponível de açúcar especial ficou ontem em R$ 13,58/saca de 50 quilos, em alta de 0,15%. Em dólar, o preço subiu 0,08% e ficou em US$ 13,09. O indicador de preço médio é elaborado pela Fealq/USP.





