Oswaldo Petrin
Renato A. Fontana, de Umuarama, a propósito da reportagem: Boi deve ser vendido no gancho e à vista, sugere José Eduardo (página de Agribusiness 2/11/00): Entendo que, de maneira geral, as regras desse mercado obedecem interesses imediatos - e não de longo prazo numa desejável política de bom relacionamento entre as partes. E nessas regras, não escritas, os produtores, historicamente, têm levado a pior. Dentro desse espírito, a desconfiança do produtor em relação ao abate no gancho, é o fator determinante que faz as vendas, em sua maior parte, serem feitas na balança da fazenda ou em balanções de cooperativas.
Este mercado, no que tange à aferição de peso e tipificação de carcaças, em muitos países já obedece uma regulamentação oficial. Aqui no Brasil, inexistindo oficialmente uma regulamentação, a coisa anda mais ou menos ao sabor das oscilações e humor do mercado. Temos conhecimento que alguns frigoríficos, de maneira informal, estão procurando padronizar ou estabelecer um padrão único de limpeza de carcaça.
Esta é uma matéria um tanto complexa e que dependeria de regulamentação oficial, tendo em vista os padrões de aproveitamento e a tipificação de carcaças. E, depois de regulamentada, uma forte consciência profissional das partes envolvidas sutilmente estimulada por uma vigorosa fiscalização dos institutos de pesos e medidas. Enquanto isso não vier, ganha quem tem mais força no braço que, certamente não é, no momento, o pecuarista, no caso do mercado do boi, como não é o agricultor, no mercado de grãos. Idem com relação ao leite.
Nota: Sobre o mesmo assunto recebemos ainda cartas do empresário João Sala, de Umuarama (também favorável a idéia) e do Sindicarnes (sobre comentários do Presidente da Federação das Associação de Criadores, sr. Ugo Rodacki).
José E. Moura, de Ribeirão do Pinhal, sobre a matéria Liberalismo empobreceu lavouras do Peru, em que é analisada a situação da agropecuária do vizinho País, sob administração do ex-presidente Fujimori e sua política neoliberal, com resultados catastróficos para a economia, com importações de alimentos básicos...
Nosso País, desde o início do governo FHC, também tem aplicado esta nefasta política neoliberal, que escancarou nossa economia às importações, com enormes prejuízos à nossa agricultura obrigada a competir com produtos altamente subsidiados em seus países de origem, sem contar com nenhum mecanismo de proteção interna. A única diferença nossa em relação ao Peru é que ainda não privatizaram o Banco do Brasil, mas isto, com certeza é apenas uma questão de tempo.
Fica o alerta às nossas lideranças e autoridades: lá o ditador que implantou este terrível modelo foi derrubado pelas forças organizadas da sociedade, e nós até quando vamos suportar este perverso modelo?





