Oswaldo Petrin
A Confederação Nacional da Agricultura (CNA) prometia denunciar, ontem à tarde, na Comissão de Agricultura da Câmara Federal, as dificuldades e exigências que os bancos vêm impondo aos produtores para conceder financiamentos do crédito rural.
Pura perda de tempo! A Confederação Nacional da Agricultura (CNA) denuncia o que se pode chamar de boicote dos bancos à distribuição de crédito. Impõem condições, exigem recíprocas, etc, etc. A CNA está no papel delas...e, imprudentemente, também os bancos. Quem tem que exigir a correda aplicação do crédito é o governo. Como o governo FHC é omisso (em quase tudo com relação à produção) o melhor a ser feito é negociar com os bancos. Bater de frente, jamais.
Na audiência pública, presidente da Comissão de Crédito da CNA, Carlos Sperotto, chegou a apresentar documentos comprovando as denúncias de produtores de que precisam aplicar parte dos empréstimos em caderneta de poupança para obter os recursos. Denunciarão também que precisam comprar seguros do banco e fornecer garantias além das estabelecidas no crédito rural para obter financiamentos.
Uma das maiores dificuldades está, segundo nota da CNA, no acesso ao crédito das linhas especiais do BNDES, como a do Proleite, Propasto, Prosolo e Moderfrota. Nesse tipo de financiamento os bancos - segundo a entidade (através de entrevista à AE Gecy Belmonte) -, não depositam os recursos na conta do produtor, como determina a Lei Agrícola, mas sim na conta dos fornecedores de materiais conveniados com as instituições financeiras. Desta forma, quando o equipamento ou material é financiado, os revendedores cobram uma taxa adicional sobre o valor do mercado, fazendo com que os juros fiquem acima dos 8,75% fixados para os empréstimos do crédito rural.





