Não fosse o dólar comercial que quase despencou (abriu com 1,965 foi ao máximo de 1,972 e fechou em 1,915 no seio do mercado de commodities), o preço da soja teria passado dos R$ 20,00 em várias praças do Paraná, pois não faltou o empurrão da Bolsa de Chicago. O mercado reagiu à reunião de ministros dos países da União Européia (UE) sobre a proibição do uso de farinha de carne e farelo de osso na alimentação animal, como medida preventiva à doença da ‘‘vaca louca’’.
A reunião não decidiu proibir, ainda. Uma decisão desse porte deve ocorrer no meio da semana após demoradas discussões. Porém, mostrou que a UE está preocupada com a sanidade e a ração é vetor da doença ‘‘Vaca Louca’’, um complicômetro para os europeus, mas uma ‘‘oportuna’’ variável de mercado para os países produtores, EUA, Brasil e Argentina. Em dado momento, tão importante quanto os números da safra norte-americana.
A soja fechou ontem em R$ 4,90/bushel (R$ 4,87/bushel) nos contratos de janeiro da Bolsa de Chicago. Contratos de maio - um bom parâmetro para os negócios futuros no Brasil -, fecharam acima da marca psicológica dos 5 dólares/bushel (US$ 5,07). Contratos de março subiram ontem 499,75 centavos de dólar no mercado de Chicago, com alta de 0,55%. Já no mercado interno, a saca teve valorização de 1,57%.
‘‘O dolar jogou água fria na fervura do mercado’’, resumiu o analista de Safras & Mercados, Flávio França Júnior. Ele observa que os preços muduram muito para o lado do comprador. Mas o mercado interno esteve parado à espera de uma definição melhor.

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