Oswaldo Petrin
Com a presença de representantes dos EUA, Canadá e Argentina, dois ministros brasileiros, o governador do Estado e cerca de 400 empresários e técnicos, a Abitrigo realiza de sábado até segunda-feira, em Foz do Iguaçu, o evento mais importante no setor de abastecimento este ano. Em primeiro lugar, por se tratar de trigo. E porque o setor passa por momento singular principalmente na importação. As atenções de toda a cadeia alimentar do trigo (indústrias moageiras, de massas, panificação e outras) se voltam para os resultados do encontro, na próxima terça-feira.
O Seminário do Trigo é importante e chama a atenção do mercado: o Brasil é o maior importador mundial de trigo e tem um consumo - nas mais variadas modalidades - estimado de 9,3 milhões de toneladas para esse ano.
O consumo de farinha de trigo no Brasil foi estimado em 1999 como sendo de 6,6 milhões de toneladas, sendo que aproximadamente 23% foi destinado para o uso doméstico. De maneira geral o produto é comercializado em embalagens de 1kg, de papel ou plástico, e sua principal utilização é na preparação de bolos e outros produtos de confeitaria caseira. A região sul do Brasil apresenta uma distinção, uma vez que nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, o maior volume colocado desta farinha é em embalagens de 5 kg, sendo usada principalmente na fabricação do pão caseiro, nas regiões afastadas das capitais. Esta característica é atribuída à colonização alemã e italiana que prevaleceu nesta região. É o que conta o empresário José Wilson Rocha Pimentel, no site da Trigonet.
Importadores, cooperativas, enfim executivos do setor estão na expectativa dos resultados das discussões, principalmente com a liberação, esta semana, das importações dos Estados Unidos e naturais divergências com a Argentina, principal fornecedor de matéria-prima para o Brasil.





