Em nome da falta de consumo, os preços caem, ainda que a dona de casa atenta não concorde com a estatística que usa o expediente - cientificamente correto - da média. Na média, o comércio varejista registra recuo de preços, ainda que os itens de maior consumo venham apresentado altas nas últimas semanas.
Certo ou errado, médias são médias, ainda que a economia tenha se libertado da indexação geral e irrestrita de outrora. O principal motivo para irritação do consumidor está por acontecer. Economia em recessão, com desemprego e subemprego, vai deslocar as compras para estágios mais modestos. Menos CDs, aparelhos de som e mias comida. Só a linha branca - por questão de prioridade - não recua nas previsões.
Então é defensável que os alimentos apareçam nas estatística de janeiro fevereiro. Mesmo assim, cuidado com as médias.
Por enquanto elas pendem para o lado dos calculos que escamoteiam a inflação. Os preços no comércio varejista estão mantendo a trajetória de queda. Na primeira quadrissemana de novembro (1º a 10/11) o Índice de Preços no Varejo (IPV) atingiu 0,45%, contra 1,03% apresentado na última quadrissemana de outubro, fechamento do mês. Pelo mesmo motivo que na quarta quadrissemana do mês passado, a menor subida do IPV deu-se por conta da redução dos preços de semiduráveis e não duráveis, ou seja vestuário e alimentos e remédios. -
Em economia considerada estável, números dos grandes centros podem ser extrapolados para qualquer região do País. Há um estreitamento das diferenças.

mockup