Oswaldo Petrin
O comércio eletrônico deve movimentar este ano cerca de US$ 300 milhões. A previsão é que entre 2003 e 2004, esse comércio movimente entre US$ 1,5 bilhão e US$ 2 bi.
O mercado tende a direcionar esse novo negócio para pequenas e médias empresas. Isto interessa ao governo, em tempo de déficit de balança, já que numerosas empresas terão produção direcionada para exportação. As empresa não exportam quase nada e o Brasil é exportador commodities ou manufaturados de baixa tecnologia. Ainda assim, no caso de pelo menos uma commoditie, prefere exportar sua matéria-prima, uma mania de quem gosta seguir na contramão.
O secretário de Tecnologia Industrial do Ministério do Desenvolvimento, embaixador Oscar Lorenzo, fez previsões otimistas para o setor. Lorenzo será coordenador do comitê executivo de comércio eletrônico, a ser anunciado em novembro pelos ministérios do Desenvolvimento, Planejamento e Ciência e Tecnologia.
Ele acha que será necessário criar uma isonomia econômica para as pequenas e médias empresas no Brasil em relação aos Estados Unidos. Durante o seminário Comércio eletrônico para Pequenas e Médias empresas, realizado ontem no Rio, mostrou a cara...e a coragem. Dados que surpreenderam até quem é do ramo.
Por conta desse potencial, o comitê sobre comércio eletrônico terá entre uma de suas preocupações o desenvolvimento da atividade em pequenas e médias empresas. Segundo a Agência Estado (Ana Paula Grabois), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social deverá criar uma linha de financiamento especial para o comércio eletrônico.
A idéia é criar uma interface entre os setores público e privado para o desenvolvimento do comércio eletrônico nos variados setores da economia. O governo também vai lançar projetos-modelo em comércio eletrônico voltados para as pequenas e médias empresas. Serão 10 projetos com investimentos de até R$ 500 mil - metade das despesas bancadas pelo governo e o restante pela iniciativa privada.





