A semana começa com expectativa para o setor sucroalcooleiro dos Estados do Paraná e São Paulo. Um seminário promovido pelo Mercosul vai discutir a inclusão do açúcar na área de livre comércio do mercado comum. Para o Brasil, a conclusão pode representar mais uma tentativa de remover as barreiras argentinas para ampliação do mercado dos produtos brasileiros.
O açúcar deveria passar a integrar a área de livre comércio do Mercosul a partir de janeiro do ano que vem, mas a Argentina reeditou uma lei que fixa em mais cinco anos as barreiras tarifárias à entrada do açúcar no mercado argentino, para proteger o setor sucroalcooleiro na Argentina, ameaçado pela exposição ao produto brasileiro, mais competitivo.
A medida adia os planos de expansão da agroindústria do álcool e açúcar no Brasil. São prejudicadas direta ou indiretamente regiões produtoras dos Estados de São Paulo e Paraná.
Este é um dos temas a ser debatido a partir de hoje no seminário sobre a situação e perspectivas do setor sucroalcooleiro no Mercosul. O seminário será no Centro Tecnológico Copesuçar, em Piracicaba.
Pela primeira vez, em oito de anos de discussão sobre o comércio de açúcar entre os países do Mercosul, governos, setor privado e acadêmicos vão reunir-se para debater em conjunto a inclusão do açúcar na área de livre comércio entre Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai.
Vários especialistas e negociadores dos governos dos quatro países vão debater questões como as possibilidades de cooperação para o desenvolvimento do setor, as matrizes energéticas nacionais, proteção ao meio ambiente e o comércio do produto com outros mercados. ‘‘Pela primaria vez estarão reunidas todas as partes interessadas dos quatro países do Mercosul’’, disse o diplamata Rui Pereira, que coordena o seminário.
Segundo Rui Pereira, em entrevista à repórter Cláudia Diani, que a Agência Estado distriubiu na sexta-feira, as idéias e propostas do seminário serão enviadas ao grupo especial que discute o tema no Mercosul, como subsídios para o próximo encontro técnicos, que deverá ocorrer nos dias 10 e 11 de novembro em Brasília.
Expectativa, esta semana, também cerca a comercialização da soja, suínos, bovinos e aves.
No caso da soja, a Bolsa de Chicago vai repercutir o encerramento da colheita norte-americana, antes mesmo do relatório do Usda que, certamente apontará para uma redução maior que a oficialmente admitida. Isto pode gerar especulação e mudar um pouco o mercado.
Também começam a mudar esta semana os preços dos suínos - já sob influência do aumento do consumo do Natal e virada do ano; os preços das carnes de boi e do frango. Tudo por conta de um aumento da demanda em dezembro já projetado no bolo de um aumento de consumo maior.

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