Oswaldo Petrin
O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (Bndes), Francisco Gros, está começando a se preocupar com sistema de repasse dos recursos. Chegará o dia em que, num rasgo de inteligência e bom-senso, ele irá questionar também as taxas e outros custos decorrentes da atução dos agentes repassadores.
Ontem, por exemplo, ele disse que o banco está começando a pensar em não distribuir mais seus recursos de longo prazo para repasse por todas as instituições financeiras, mas apenas para aquelas que trabalhem com produtos de longo prazo. Os bancos aos quais os produtos de longo prazo não interessam deveriam ser excluídos do sistema de repasse do Bndes, disse Gros, tendo ressalvado antes que esta é uma idéia que está em discussão no banco.
Gros disse também que o problema de crédito básico do Brasil é reduzir a demanda de recursos por parte do setor público, para que haja mais recursos para o setor privado. O presidente do Bndes também defendeu maior abertura comercial. Disse que isso é importante para modernização das cadeias produtivas e para inserir as empresas brasileiras num sistema de competitividade global. Segundo ele, é fundamental aumentar a exportação para fazer frente ao crescimento das importações.
Gros disse que o financiamento de R$ 1,7 bilhão à Brasil Telecom não significa que o banco esteja renegando seu plano estratégico anunciado no início deste mês, que tem entre suas prioridades o investimento em pequenas empresas e à área social. É errado pensar que, ao apoiar uma grande empresa, se deixa de apoiar outras pequenas empresas. Há centenas de pequenas empresas que serão beneficiadas como fornecedoras e prestadoras de serviços à Brasil Telecom.Também haverá aumento de renda das comunidades.





