A semana começa prometendo alta para a arroba do boi; possíveis reações para o milho e pequena alta para os suínos, embora no caso do suíno o mercado não apresente segurança, a não ser produtos direcionados para as festas de fim de ano. Dias atrás o preço chegou a cair em Sao Paulo. O calor é forte concorrente do porco. O feijão deve continuar caindo e o trigo mantém estabilidade com as informações sobre importação dos Estados Unidos, em negociações que estão sendo acertadas pelo ministro Pratini de Moraes.
No caso da soja os preços não se alteram. Quem tem o produto não quer fixar preços agora. Aguarda o mercado ‘‘apagar’’ a memória do relatório do Usda apontando manutenção de estoques altos e pequena queda na safra norte-americana. Até janeiro o Usda deve reconhecer o número real da colheita dos Estados Unidos e corrigir ‘‘para baixo’’ as estatísticas dos estoques. O
O milho, num prazo mais longo, conta com uma notícia que pode contrapor a inevitável tendência de baixa, a partir de janeiro. É que a APA, que representa a avicultura paulista, previu na semana passada, aumento no alojamento de pintos, refletindo expansão do setor. Na realidade não chega a ser uma expansão, mas a retomada do ritmo que o setor vinha mantendo depois de ‘‘desaquecer’’ o mercado para recuperar preços, medida tomada em agosto.
Ainda sobre a soja, a Abiove confirmou esta semana a queda de atividade da indústria moageira e o aumento das exportações de grãos este ano. O ritmo de atividade industrial continua lento, em razão de margens insuficientes e abaixo do normal. Em agosto 2000 o processamento atingiu 1,8 milhões de toneladas, o nível mais baixo desde 1993, e bem menos do que as 2,1 e 2,2 milhões de t que foram industrializadas em agosto dos anos de 1999 e 1998.
Depois de um período em que suspenderam o processamento, algumas fábricas voltaram a esmagar soja em setembro, mas apenas para acabar com os estoques de matéria-prima que dispunham. As empresas do setor se deparam com crônicos problemas de tributação na produção para exportação de produtos industrializados, ao contrário do que ocorre com a matéria-prima.
Enquanto isso, a exportação de soja em grão in natura bate novo recorde, por ser menos onerada por tributos do que a exportação da soja transformada em óleo e farelo. Os produtos agregam valor, mas além do excesso de impostos no mercado interno, são submetidos a todo tipo de barreiras tarifárias protecionistas nos países consumidores.
Os dados oficiais do Secex até 31 de agosto registraram o embarque de mais de 9,6 milhões de toneladas de soja em grão, volume superior as exportações de janeiro a dezembro dos anos anteriores.
A Abiove estima que as vendas externas de matéria-prima atingirão 11 milhões de t nesta temporada, quantidade 3 vezes maior do que a média histórica de 3,5 milhões de t embarcadas no período anterior a Lei Kandir, quando a política tributária do Brasil era harmonizada e equilibrada com a Argentina e a União Européia. (Fonte:Abiove).

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