Oswaldo Petrin
Carlos R. Riede , de Londrina: O zoneamento agrícola, indicando intervalos limites de épocas de semeadura por região (zonas) é baseado em estudos minuciosos que levam em conta o comportamento dos cultivares, regime de precipitação, temperaturas, altitude, latitude e tipos de solo.
Nelson Costa , de Curitiba: O zoneamento agroclimático delimita as melhores épocas e regiões mais adequadas para o plantio das culturas, tendo por base as recomendações da pesquisa e experimentação. Atendendo ao zoneamento, o produtor terá maior segurança de que as culturas plantadas no período terão condições mais favoráveis para seu desenvolvimento. Plantios antecipados, postergados ou realizados em regiões não aptas expõem as plantas a maiores riscos em termos de probabilidades quanto a ocorrência de granizo, veranicos ou chuva na colheita, geadas, ataque de pragas ou doenças. (Nelson Costa é diretor da Ocepar).
Arnaldo C.R. Grillo , de Cascavel: É compreensível a preocupação do dr. Luiz A. Rossetti nas considerações sobre os riscos que correm os plantios feitos fora da época ideal (Agribusiness 19/10, quinta-feira). Temos um zoneamento agrícola, graças a um ministro competente e de visão que foi o sr. José Eduardo de Andrade Vieira. Entretanto, uma agricultura descapitalizada tem que correr atrás de todas as oportunidades para sair da crise. O plantio do milho, na safrinha ou no cedo do verão, é uma excelente oportunidade de mercado. Sempre foi. Principalmente nos últimos três anos de clima e governo adversos. E, por acaso, o zoneamento, não teria que fazer parte de uma política agrícola mais ampla?. Cadê?. Não adianta cobrar, é preciso que o governo cumpra a parte dele.
Os limites das épocas de semeadura procuram reduzir os riscos de frustração
de safras provocadas por fenômenos climáticos ou intempéries, ao longo dos
anos de cultivo. Para isso é utilizada uma extensa base de dados que permitem
fugir probabilisticamente dos períodos críticos de ocorrências climáticas
desfavoráveis, aumentado assim as chances de boas colheitas.
A adoção do zoneamento como fator importante na implantação das
lavouras, seguramente traz benefícios como melhora da produtividade e
qualidade, com redução da necessidade de uso de agro-químicos para controle de doenças e pragas.
Muitas vezes os plantios fora da época ideal, podem contribuir para o aumento de ocorrência de pragas e doenças, que são transferidas do cultivo de entressafra, para a safra normal. Estamos vivenciando no momento fortes ataques da lagarta do milho, aumentando sobremaneira os custos de produção e a poluição ambiental. Acreditamos que o produtor atencioso consegue visualizar os benefícios do zoneamento agrícola, e planejará seus plantios dentro dos limites estabelecidos por critérios técnicos. (Carlos R. Riede é pesquisador do Iapar).





