Oswaldo Petrin
A tendência de crescimento do agronegócio na próxima safra de verão, divulgada dias atrás por este jornal, deve ser destaque hoje na imprensa nacional. É que ontem a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda concluiu estudos que confirmam tal tendência que vinha sendo apontada, até então, por indústrias de insumos, cooperativas e empresas de consultoria.
A Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda apurou que os indicadores das vendas de insumos apontam na direção de uma forte expansão da produção agrícola na temporada 2000/2001, sinalizando que a contribuição da agricultura será favorável no próximo ano, tanto no que se refere aos seus impactos sobre o Produto Interno Bruto (PIB) quanto sobre a balança comercial e a inflação.
De acordo com o documento, encaminhado aos analistas de mercado por meio da Internet, as primeiras avaliações de analistas oficiais e de mercado apontam para uma estimativa média de grãos na faixa de 91 milhões de toneladas na safra 2000/2001, o que significa um acréscimo de 10,5% em relação à última colheita.
O estudo, elaborado por Evandro Fazendeiro de Miranda, coordenador-geral de Política Agrícola da Secretaria, identifica alguns elementos básicos que darão suporte a este aumento de produção de grãos na próxima safra.
O primeiro deles está associado ao incremento de 2,6% da área plantada, percentual apurado de acordo com a média de estimativas obtidas no mercado. Há claros sinais de que os agricultores voltaram a investir, haja vista o aumento de 12,8% das vendas de máquinas agrícolas nos oito primeiros meses do ano e a perspectiva de ampliação de 5% das vendas de calcário, segundo o estudo.
O aumento da produtividade é o segundo elemento apontado pelo estudo que dará suporte às previsões de crescimento da produção de grãos na safra 2000/2001. A expansão de 43,5% das vendas de fertilizantes nos primeiros oito meses do ano constitui sinal de que a safra será plantada com uso mais adequado de insumos modernos, disse Miranda em entrevista ao repórter Renato Andrade, da AE.
A expectativa de regularidade climática para o próximo ano é o terceiro componente deste quadro favorável. Ao contrário das duas últimas safras, que foram afetadas pelos fenômenos climáticos El Niño e La Niña, espera-se um regime de chuvas normal, com 85% de margem de acerto.





