Vai se consolidando a idéia de que a safra norte-americana de soja será de 77 milhões a 78 milhões de toneladas. Esta deve ser a previsão que o Usda vai apresentar no seu relatório do próximo dia 12, que já exerce influência no mercado. Na prática, porém, todos acham que a safra será menor, mas o número definitivo o Usda só deve mostrar em janeiro.
Embora abaixo das 81,3 milhões de toneladas previstas, a diferença não terá grande impacto nos preços; seria necessário uma quebra de pelo menos 5 milhões de toneladas.
Outro fator a esfriar o mercado, ontem, foram as condições da lavoura nos EUA, que apresentaram aumento do percentual da colheita na classificação de ‘‘boa’’ a ‘‘excelente’’. E um ritmo mais veloz da colheita, que chega a 37% do total, comparados aos apenas 20% na safra passada, nesta época, e uma média 21% nos últimos cinco anos.
Resumindo, o mercado terá mais alguns dias de pequenas oscilações. Os paranaenses estão retendo a soja. Preços só serão fixados depois de anunciado o relatório do Usda e toda especulação inerente.
Outro ponto que interessa nesse momento são as vendas antecipadas, fixando agora para entrega e pagamento em abril/maio. Foram poucas as vendas até agora. Condição propícia para isto só ocorreu em dois ou três dias no início de setembro (US$ 10,10, US$ 10,15 e um único caso de US$ 10,18/saca). Depois disso, a Bolsa de Chicago não deu condições para fechamento.
Ontem o fechamento seria em US$ 9,50. Mas os produtores não têm interesse em fixar nesses valores. Camilo Motter, analista da Granoeste, disse a este jornal ontem à tarde, que os produtores estão esperando o mercado chegar aos dois dígitos, ou seja acima de US$ 10/saca.
Apoio à produção O Usda informou ontem que os produtores norte-americanos receberam o recorde de US$ 28 bilhões de assistência direta no ano fiscal terminado em 30 de setembro. O valor corresponde à metade da renda dos produtores no ano.

mockup