Oswaldo Petrin
O IBGE acaba de anunciar dados da última safra, a serem confirmados, e o governo já se ufana de uma safra cujo plantio ainda não começou, com exceção do milho no Paraná. A safra de grãos de 2001. O ministro da Agricultura, Pratini de Moraes, afirmou sexta-feira à Agência Estado, que a safra de grãos do ano que vem poderá atingir 90 milhões de t, caso não ocorram problemas climáticos como os registrados neste ano.
Este crescimento de cerca de sete milhões de toneladas acima da atual colheita, avaliada em 83 milhões de toneladas, deverá ocorrer em função do aumento na concessão de crédito com juros fixos para custeio e investimento, aliado ao consumo de fertilizantes e aumento da venda de tratores e de colheitadeiras, registrados nos meses de julho e agosto últimos, período em que começam os preparativos do solo para a safra de verão 2000/2001.
Isso indica que a área de plantio, que neste ano foi de 37 milhões de hectares, será superada, observou, salientando que atingir 90 milhões de toneladas de grãos é um grande desafio para o governo.
Pratini de Moraes disse que somente em julho e agosto últimos os bancos já emprestaram R$ 1,6 bilhão, com juros de 8 75% ao ano, para custear o plantio da nova produção de grãos (soja, algodão, arroz, milho, feijão). Esse volume de recursos representou um aumento de 24% em relação a igual período do ano passado. Já os empréstimos para investimentos totalizaram R$ 370 milhões nesse mesmo período, ou seja, tiveram um aumento de 58 7% na comparação com julho-agosto/99.
As culturas que tiveram maior demanda por crédito para custeio em julho e agosto passados, foram o algodão (mais 127%), café (mais 116%), cana-de-açúcar (mais 240%), milho (mais 52%), e soja (mais 77%).
Segundo o ministro, os financiamentos para custear o plantio de milho totalizaram R$ 181 milhões, enquanto para a soja este valor chegou a R$ 238 milhões.
As vendas de fertilizantes realizadas de janeiro a agosto último foram de 8,71 milhões de toneladas, registrando um aumento de 44% em relação aos sete primeiros meses do ano passado, conforme dados apresentados pelo ministro da Agricultura. E a expectativa, conforme ele, é a de que até o final do ano sejam comercializadas 16 milhões de toneladas de fertilizantes.





