Oswaldo Petrin
Clemente Z. Gobbi, de Querência do Norte, sobre a aftosa no Rio Grande do Sul: Que sirva de exemplo para o Estado do Paraná, nossas autoridades, nossas lideranças. O Rio Grande do Sul pagou caro pela negligência, imprudência, boicote político ou seja lá o que for. Pagou caro pelo cochilo com relação ao risco (que sempre existe) da febre aftosa. O que pensavam os gaúchos? Que uma vez declarados livre de aftosa, estavam indenes ad etern? Que era só comemorar? Vemos que não é assim e que é preciso muito esforço para manter o bom nível de sanidade do rebanho.
Acho que a Organização Internacional de Episotíase deu o reconhecimento ao Rio Grande do Sul e Santa Catarina mas se esqueceu de avisar o vírus. O vírus não sabia que não podia entrar no Rio Grande do Sul - um território livre de aftosa. Aí, então, o vírus entrou e fez o estrago que fez.
Agora não adianta chorar sobre o leite derramado...o leite, a carne e tudo mais. E que cenas tristes, não? Animais - e muita carne - sendo enterrados, enquanto tanta gente passa fome, num país tão carente. Colegas nossos que estão lá no front dizem que o número de animais sacrificados chega a 9 mil.
Dizem os estudiosos do comportamento da sociedade que devemos nos preocupar e agir todas as vezes em que os escândalos e a violência urbana nos grandes centros não conseguem mais indignar as pessoas. Podemos dizer o mesmo com relação ao episódio da aftosa no Rio Grande do Sul. A mim me preocupa o fato de o Paraná não conseguir se indignar com um problema dessa ordem tão perto de nós. Fica aí esta idéia para reflexão aos seus leitores, em especial para as nossas autoridades e, em especial ainda, aos técnicos do Paraná. Que tal nos indignarmos com o desperdício e a matança de animais do Rio Grande do Sul?
Nota da Redação : Na coluna do último sábado o e-mail do sr. Sérgio Lovato (que procura dados sobre clima na sua região) saiu errado. O correto, para quem tiver contribuição a dar, é: [email protected]





