Continua o impasse do comércio de açúcar no Mercosul. Confirmando o que os observadores esperavam, a solução para o impasse em torno do comércio do açúcar no Mercosul foi adiada mais uma vez, para o dia 10 de novembro, próxima reunião do grupo técnico que estuda a desgravação (redução da tarifa de importação) do produto. O grupo reuniu-se ontem e ontem em Brasília. O único consenso entre os sócios é que será preciso um prazo de transição para que o produto circule livremente nos quatro países do bloco. O problema é que os governos não conseguem chegar a um acordo sobre quando deve iniciar esse período, quanto tempo vai durar e quais serão as regras.
O Brasil quer iniciar a redução da tarifa em janeiro de 2001 e concluí-la em dezembro. A Argentina pede prazo de dez anos, acompanhada da eliminação dos programas de ajuda do governo brasileiro para o setor sucroalcoleiro. O Uruguai também quer a eliminação dos programas de incentivo e o Paraguai é o mais radical, quer manter a situação atual até 2008, quando começaria a redução do imposto, que seria estendida até 2020.
Entre os programas de incentivo brasileiros que o governo argentino quer ver eliminados, estão a mistura do álcool à gasolina, subsídio para o transporte do álcool produzido no Mato Grosso e no Mato Grosso do Sul e o apoio à produção de cana de açúcar, com exceção dos Estados de São Paulo e Paraná, que não recebem subsídios.
Diante do impasse, o governo brasileiro propôs a realização de um seminário, para o qual será convidado o setor privado. De acordo com o ministro Rui Pereira, assessor do representante do Mercosul, embaixador José Botafogo Gonçalves, o encontro deverá ocorrer no fim outubro, no Estado de São Paulo (Agência Estado, Cláudia Dianni).
Outras pendências Enquanto isso, Associação Brasileira da Indústria do Queijo (Abiq) e Confederação Nacional da Agricultura, pretendem voltar à carga contra importação brasileira de leite e derivados. Só falta a Abef querer retomar as discussões sobre restrições impostas ao frango.

mockup