Ficou para hoje a negociação sobre açúcar no Mercosul. Tinhosos, os representantes argentinos não transigem na sua proposta inicial. Eles querem que o governo brasileiro desista de oferecer subsídios à produção de álcool, por meio do Proálcool, e pare de misturar o produto na gasolina, o que aumenta o consumo interno do produto, colaborando para a competitividade da produção brasileira. Mas esta proposta já foi recusada pelo governo brasileiro.
De acordo com o embaixador especial para o Mercosul, José Botafogo Gonçalves, os subsídios estão limitados ao Nordeste e os Estados do Paraná e São Paulo, maiores produtores de álcool, não recebem mais nenhum subsídio. Mas os argentinos argumentam que a região Noroeste da Argentina, que envolve três províncias produtoras de açúcar, é tão pobre quanto o Nordeste brasileiro e não recebe incentivos.
Segundo a Agência Estado, o Brasil chegou a oferecer tecnologia agrícola para
tornar a produção de açúcar do parceiro mais produtiva, mas não aceita adiar a redução a zero da tarifa de importação do produto para 2005, como querem os argentinos. O acordo anterior, quebrado pelo país vizinho, era de reduzir a zero a tarifa a partir de janeiro do ano que vem. De acordo com Botafogo, o Brasil aceita reduzir a tarifa gradativamente, mas não quer manter a alíquota, atualmente de 20%, e depois reduzir a zero repentinamente.
Preços Os produtos de origem vegetal e animal subiram 6,65% na terceira quadrissemana de setembro. A variação ficou 4,39% acima da verificada na quadrissemana anterior, impulsionada pela forte alta dos produtos de origem vegetal, segundo o pesquisador Nelson Batista Martin, do Instituto de Economia Agrícola.
De 19 produtos pesquisados pelo Instituto de Economia Agrícola de SP, oito apresentaram reduções de preço - entre eles cebola, laranja, aves, boi gordo, ovos e suínos -, e nove produtos tiveram acréscimos de preço: arroz, banana, batata, café, cana-de-açúcar, feijão, milho, soja e tomate. Os preços do trigo e do leite permaneceram estáveis.

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