Oswaldo Petrin
Até o fim do ano, estarão no mercado brasileiro 1,2 milhão de cartões de crédito com chip, que exige o uso de senha para validar as operações e dispensa a assinatura de comprovantes, emitidos por seis instituições financeiras. Ontem foi oficialmente lançado o cartão com chip da Mastercard, com previsão de atender 240 mil clientes em São Paulo, Rio, Brasília e quatro municípios do interior de São Paulo.
Desde o ano passado, a Visa dispõe do produto em Campinas (SP) e, este mês, o lança também em Fortaleza, Rio e Brasília, podendo atingir 1 milhão de cartões.
Nesta primeira etapa, os terminais de leitura dos novos cartões estão instalados em cidades selecionadas pelas administradoras que correspondem a 30% do volume de operações da Visa e 75% da Mastercard.
A previsão é de que, em até quatro anos, todos os clientes e lojistas das redes no Brasil utilizem o chip - uma tarja metálica dourada o cartão com capacidade de armazenar informações.
Para os bancos emissores, a nova tecnologia significa menos perdas, por causa da menor incidência de débitos indevidos e clientes mais satisfeitos com a maior segurança que a nova plataforma oferece. A tecnologia permitirá ainda agregar outros serviços no mesmo cartão múltiplo, como o débito ou o pagamento imediato.
Segundo dados da Mastercard, na Inglaterra, onde o chip é usado em 14 milhões de cartões, o índice de fraudes é zero. No Brasil, o Bradesco, que tem 500 mil cartões emitidos pela bandeira Visa, confirma a importância dessa segurança. De acordo com o diretor do Bradesco Cartões, Sidnei Nascimento, o gasto com o custo maior do plástico do cartão com chip é compensado pelo benefício que traz.
Segundo ele, dependendo da quantidade a ser comprada, o cartão com chip sai de US$ 2,00 a US$ 3,00 mais caro por unidade que o de tarja magnética. Mesmo assim, os bancos não têm intenção de repassar os custos para os consumidores, que vão continuar pagando a mesma anuidade pelo produto.
O Bradesco é o emissor que começa a oferecer serviços além do crédito no cartão com chip, mas, por enquanto, apenas para alguns clientes em Campinas. As demais instituições financeiras, neste ano, só irão dispor de crédito e vender o produto a clientes preferenciais. (Cláudia Bredarioli/AE).





