A Confederação Nacional da Agricultura e o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da Universidade de São Paulo, lançaram ontem, em Brasília, o Produto Interno Bruto (PIB) do Agronegócio. Foram apresentados também os indicadores econômicos da atividade agropecuária brasileira.
Apesar de tudo, o setor cresce. Pelo menos é o que mostram os dados da CNA e USP sobre o PIB do Agronegócio.
O PIB do agronegócio brasileiro - resultado da combinação da performance dos setores primários da agropecuária com os segmentos de insumos, indústrias e distribuição - obteve um crescimento acmulado de 1,17% no primeiro semestre deste ano, somando R$ 271 55 bilhões. Esse valor é superior a todo o PIB do agronegócio alcançado em 1999, que foi de R$ 269,467 bilhões, segundo estudo realizado pela Confederação Nacional da Agricultura (CNA) em parceria com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Universidade Federal de São Paulo (CEPEA-USP), que foi divulgado hoje, pela entidade.
O economista Joaquim José Martins Guilhoto, do CEPEA-USP um dos responsáveis pelo estudo, disse que o crescimento do PIB do agronegócio não só deverá se manter, como deverá ser maior neste último semestre, em função da retomada do crescimento da economia. Ele, não quis adiantar, no entanto, de quanto poderia ser esse crescimento. Guilhoto explicou que, dentro do agronegócio, o segmento da agropecuária, que demonstra o comportamento da renda dos produtores rurais dentro das porteiras das fazendas (sem computar o desempenho da indústria do setor), apresentou um crescimento de 0,68% em relação a todo o ano passado, que foi de R$ 76,27 bilhões.
O crescimento do PIB do setor agropecuário está sendo impulsionado basicamente pela pecuária , que teve uma expansão de 3,68% de janeiro a junho deste ano, em relação a 1999, quando o valor obtido no ano foi de R$ 33,22 bilhões. Já o sub-setor da agricultura teve uma queda de 1,66% no semestre passado em relação ao ano passado, segundo o estudo da CNA e do CEPEA. Apesar do bom resultado alcançado pela pecuária, a taxa obtida ainda é inferior ao reajuste dos insumos que foi de 5,57% nos seis primeiros meses deste ano. (Gecy Belmonte, AE).

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