Oswaldo Petrin
Israel e Bulgária não são os únicos a suspender a compra de carne do Brasil , diante da ocorrência de aftosa no Rio Grande do Sul, que perde, temporariamente, o aval da Organização Internacional de Epizootias (OIE).
Ontem, notícia da Agência France Presse (AFP) informava que as autoridades sanitárias do Chile impediram a importação de 200 toneladas de carne procedentes do Brasil, cujos exportadores devem certificar que a mercadoria não contém o vírus da febre aftosa. A AFP cita como fonte o Serviço Agrícola e Pecuário (SAG) do Chile.
As peças eram transportadas em 20 caminhões, que estão retidos na fronteira de Los Libertadores, entre a Argentina e a cidade de Los Andes, cerca de 100 km de Santiago.
Outra carga de 10 toneladas de carne brasileira que não atendiam às exigências da SAG também foi retida em Monte Aymond, localizada a 2 mil km ao sul da capital chilena.
As medidas de controle sanitário se intensificaram no Chile assim que o Ministério da Agricultura decidiu reforçar a partir do dia 28 de agosto a vigilância para impedir a entrada do vírus da aftosa que atinge os gados bovino e ovino nos países do Mercosul.
Ainda assim, as autoridades sanitárias chilenas criaram várias condições para que a carne importada de frigoríficos paraguaios chegue ao mercado interno sem risco da aftosa, segundo declarou nesta terça-feira o vice-ministro da Pecuária do Paraguai, Luis Goiburú.
Após os casos de aftosa registrados em agosto no Paraguai, Argentina e Brasil, vários países suspenderam as compras de carne destes mercados. O México também suspendeu a compra de carne uruguaia de forma preventiva, por temer o contágio.
Se as barreiras sanitárias, após globalização, são o novo nome das barreiras outrora barreiras alfandegárias, protecionismo interno, etc, imagine o que será do mercado da carne brasileira na exisgente - e quase sempre sisuda - União Européia.
Focos A Secretaria da Agricultura do RS confirmou ontem o surgimento da aftosa em Augusto Pestana, perto de Jóia, onde foram detectados os primeiros casos. Subiu para três o número de municípios com a doença.
Expointer Os negócios com animais na Expointer ultrapassaram os R$ 2,1 milhões. Os números oficiais foram divulgados ontem. O mapa da comercialização indicou vendas de R$ 2.116.295,00, resultado da venda de 1.469 animais, bem acima do R$ 1,7 milhão do ano passado, apesar da descoberta, no final de agosto, de focos de febre aftosa no Noroeste do Estado.
O preço médio ficou em R$ 1.440,00. Houve 5.917 animais inscritos, 11,8% superior à edição passada.





